
Com uma produção de energia anual entre 90 e 95 milhões de MWh (megawatts-hora), a usina hidrelétrica de Itaipu é a maior do Brasil.
Segundo o ministro, o país deve chegar a 2018 "com um sistema elétrico mais robusto, com custos declinantes e competitivos com o mercado internacional".
O plano prevê estender as linhas de transmissão de energia por mais 37,6 mil quilômetros e aumentar entre 25 mil megawatts (MW) e 31,5 mil MW a energia fornecida ao sistema.
Entre as obras planejadas, o ministro destacou a construção das hidrelétricas de Tapajós e Jatobá, ambas no rio Tapajós, no Pará. "Nosso objetivo é fazer esses leilões até o final deste ano", disse Braga.
As hidrelétricas devem liderar as novas contratações, com 11 mil MW; energia eólica, produzido pelo vento, deve contratar entre 4.000 MW e 6.000 MW; e termelétricas fósseis, que produzem uma energia mais cara, devem contratar entre 3.000 MW e 5.000 MW.
Governo barateou luz em 2012; em 2015, alta chega a 42%
Em 2012, uma medida do governo fez com que as empresas de energiareduzissem suas tarifas em cerca de 20%. Isso só foi possível porque, em troca, elas ganharam o direito se renovar seus contratos com o governo sem passar por novas licitações.
Especialistas dizem que a redução foi um erro porque, de lá pra cá, o custo de produzir e transmitir energia subiu, e as empresas não conseguiram fechar suas contas.
O custo subiu porque, além do consumo de energia ter subido, o país passou por um período de seca, que deixou os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis baixos. Para compensar a produção menor de energia de fonte hídrica, o governo acionou as usinas térmicas, a combustíveis como gás e petróleo, que são mais caras.
Para pagar o custo maior com térmicas e para que as empresas de energia conseguissem pagar suas dívidas, o governo autorizou diversos aumentos na conta de luz neste ano, por meio da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
No primeiro semestre, as contas ficaram 42% mais caras, em média, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Pacotes de infraestrutura
No começo de junho, o governo anunciou um pacote de concessões e investimentos em infraestrutura estimado em R$ 198,4 bilhões. Na segunda etapa do chamado Programa de Investimento em Logística, estão previstos R$ 66,1 bilhões de investimentos em rodovias; R$ 86,4 bi em ferrovias; R$ 37,5 bi em portos e R$ 8,5 bi em e aeroportos.
No fim de junho, quando estava em visita aos EUA, a presidente Dilma Rousseff tinha adiantado que esse plano focado em energia seria anunciado em agosto.
Agenda positiva
Esses planos são vistos como parte da estratégia do governo de adotar uma "agenda positiva" em meio à crise econômica e política, com os baixos índices de popularidade da presidente e o crescimento das manifestações a favor do impeachment.
De acordo com o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central com base em informações do mercado, a expectativa é de que o PIB brasileiro tenha uma retração de 1,97% em 2015 e inflação de 9,32%.
Em julho, o IBGE anunciou que a taxa de desemprego chegou a 6,9% em junho, a maior taxa para o mês desde 2010, quando a taxa tinha sido de 7%.