Bienal da Agricultura: Ascensão do produtor depende de pesquisa e desenvolvimento
Publicado em 02/09/2015 01h23

Bienal da Agricultura: Ascensão do produtor depende de pesquisa e desenvolvimento

“Se não tivermos um setor privado forte, unido e que possa investir em qualidade e resultado não vamos a lugar algum. O Brasil mudou devido ao conjunto de forças para o desenvolvimento e a agricultura também precisa evoluir cada vez mais”, afirmou o chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti.
Por: Famasul - Federação de Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso do Sul

Para obter tecnologia de ponta e produtor em ascensão é preciso investimento de pesquisa e desenvolvimento. Esta é a conclusão dos participantes do segundo painel da 3ª Bienal dos Negócios da Agricultura Brasil Central. Para um público superior a dois mil pessoas, a maioria proveniente de Estados da região Centro-Oeste, distribuídos nos três auditório do Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, a importância da comunicação e da pesquisa cientifica foi abordada por especialistas de destaque nacional.

O painel ‘Importância da Pesquisa, Ciência & Tecnologia e Inovação na Agricultura’, contou com a palestra do engenheiro agrônomo, o chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Celso Moretti e do presidente da Agrobio, Geraldo Berger. O moderador foi o presidente da Faeg – Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás, José Mário Schreiner e o debatedor do painel foi o presidente da Abramilho – Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Sérgio Luís Bortolozzo.

“Se não tivermos um setor privado forte, unido e que possa investir em qualidade e resultado não vamos a lugar algum. O Brasil mudou devido ao conjunto de forças para o desenvolvimento e a agricultura também precisa evoluir cada vez mais”, afirmou o chefe do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Celso Moretti.  

Para Celso Moretti, a comunicação é fundamental para a ampla divulgação das tecnologias e suas vantagens. “Agora há necessidade de melhoria também na comunicação direta aos produtores”, afirmou.

Os participantes levantaram questões de planejamento dentro do campo, em relação às tecnologias e seus desafios de aceitação na agricultura, ressaltaram também gargalos do agronegócio como burocracia e custo destas novas tecnologias e os avanços que a agricultura vem tendo ao longo do tempo com a utilização da mesma.

De acordo com o agrônomo da Agrobio, Geraldo Berger, para as soluções que podem resultar no desenvolvimento da agricultura é necessário obter um ambiente institucional que permita o investimento para obter resultados em pesquisa e desenvolvimento. “O agricultor brasileiro é herói porque consegue produzir em local adverso. Quem faz o rendimento crescer é aquele que põe a semente no chão, e quem põe a semente no chão e produz é o grande agricultor”, ressaltou.

Muitos aspectos diante da tecnologia e inovação na Agricultura devem ser levantados, ressaltou o presidente da Abramilho, Sérgio Luiz Bortolozzo. A primeira seria a aceitação dessa tecnologia em nível mundial. De acordo com o dirigente, hoje nos encontramos em um momento de demonização de tudo que seria tecnicamente elevado. “Muitos produtores ainda, por falta de conhecimento quanto as vantagens, acabam por ter uma resistência e com isso deixam de utilizar essa ferramenta que seriam mais um ponto de elevação para o próprio negócio”, salienta.

Para Bortolozzo, a agricultura é o trabalho de mais destaque do mundo, a mais bela das profissões. “Somos muito maiores do que qualquer problema que não possamos resolver”, afirmou.