Pequenos produtores rurais realizam visita técnica ao Ceasa para aprender modelo de negócio
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Publicado em 14/09/2015 18h35

Pequenos produtores rurais realizam visita técnica ao Ceasa para aprender modelo de negócio

Assentados da região Leste de MS tiram dúvidas quanto à forma de abastecimento por atacado a fim de planejar melhor suas vendas
Por: Sebrae MS

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No último dia 10, pequenos produtores rurais da Costa Leste de Mato Grosso do Sul realizaram uma visita técnica por intermédio do Sebrae no âmbito do Projeto PAIS – Produção Agroecológica Integrada e Sustentável. No total, 25 assentados - um grupo da cidade de Inocência, três grupos de Selvíria e quatro grupos de Três Lagoas - visitaram o Ceasa (Centro de abastecimento de MS). A maioria dos pequenos produtores rurais, que ainda não conheciam a dimensão e a estrutura do Ceasa, ficou surpresa com o volume de negócios realizados no local.

Cláudia Matos, consultora do Sebrae e do projeto PAIS, afirma que cerca de 90% dos hortifruti comercializados pelo Ceasa provém de fora do MS. “É interessante investir nos pequenos produtores do estado, já que com isso fortalecemos a economia de Mato Grosso do Sul, além de diminuir os custos do consumidor, sobretudo quanto ao pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Trata-se de mais uma ação multiplicadora do Movimento Compre do Pequeno Negócio – capacitar os pequenos produtores rurais para atender as demandas do mercado com qualidade e eficiência”, ressaltou.

Claudia ainda destaca que esta primeira ação – visita técnica desses grupos – tem o objetivo de expandir a visão de negócios dos assentados da Costa Leste, além de prepará-los para negociar com um atacado de grande porte. “Busco várias alternativas de comercialização via pequenos produtores. Hoje eles já participam de políticas públicas, entretanto, tivemos a ideia de ir além e começar a trabalhar as vendas por atacado. Hoje eles conversam com as grandes empresas e questionam: você compraria meu produto? O que você exige para comprá-lo? Qual a qualidade e quantidade exigida? E a embalagem? São dúvidas que certamente foram sanadas neste momento”, explicou a consultora do projeto PAIS.

Impressões

O pequeno agricultor da cidade de Selvíria, Sérgio Antônio Ferreira, 50 anos, já está de olho no crescimento de seu negócio. Ao verificar pela primeira vez como o Ceasa atua na comercialização por atacado, Sérgio se diz confiante de que irá aplicar as novas ações para expandir sua produção.

“Há muitas coisas que a gente não conhecia e por isso foi muito importante vir aqui. Ainda não havia entrado no Ceasa e esta foi a primeira vez. Tirei várias dúvidas, como os tipos de produtos vendidos, exigência de embalagens, como vender, como comprar, como guardar esses produtos – tudo isso chamou a minha atenção”, disse o pequeno produtor rural, entusiasmado.

Lúcido sobre a situação econômica vigente, Sérgio ainda complementa que o Movimento Compre do Pequeno Negócio pode mudar o cenário de crise, além de auxiliar os pequenos a manterem-se constantes em seus negócios. “Isso é ótimo, pois o pequeno muitas vezes fica de lado, já que ele tem pouco produto, porém, o grande quer comprar de carga fechada - o que o pequeno, muitas vezes, não consegue oferecer. Mas, se a gente juntar um grupo, fica viável. Se eu sozinho não dou conta de montar uma carga completa, é possível com mais 10 pequenos produtores. É um incentivo legal!”

Já para o pequeno produtor de Três Lagoas, Jair Pinto, 60 anos, a visita técnica oferecida pelo projeto PAIS alterou suas impressões sobre o modelo de negócio adotado anteriormente. “Percebi que a gente colhe pouco porque plantamos muitas variedades. Nós temos que mudar esse sistema para poder negociar com o Ceasa, que compra em grande quantidade. Lá no assentamento, existem 8 hortas e a Cláudia nos presta assessoria através do Sebrae. Ela faz um trabalho excelente e nos ajuda demais. Depois dessa viagem, estamos pensando diferente – pensando em volume.

O Projeto - O Pais é um projeto apoiado pelo Sebrae que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e proporcionar sustentabilidade para as comunidades atendidas, estimulando a prática da agricultura orgânica por meio de processo produtivo sem o uso de agrotóxicos.