As importações também poderiam ser afetadas pela depreciação da moeda chinesa, que aumentou custos, disse Frank Zhou, gerente geral de trading da Cargill Investment, em uma conferência da indústria.
"A demanda da China alcançou seu limite no curto prazo e há espaço limitado para crescimento adicional no futuro, mas pode haver risco de queda", disse Zhou.
O movimento de urbanização na China desacelerou, enquanto criadores de suínos podem demorar mais para reconstruir seus rebanhos depois de perdas recentes.
A China importa mais de 60 por cento da soja negociada globalmente. O Brasil, maior exportador global da oleaginosa, foi o maior fornecedor do produto para os chineses no ano passado.
O Centro Nacional da China para Informação de Grãos e Óleos (CNGOIC), um órgão oficial, projetou uma alta de 1 milhão de toneladas nas importações da oleaginosa pelo país, para 78 milhões de toneladas no ano que encerra em setembro de 2016.
Outros operadores disseram na conferência que as importações devem ficar estáveis, em 77 milhões de toneladas, em 2015/16.