Publicado em 07/07/2017 18h44

Santa Catarina encerra semestre com alta nas exportações de carne suína e de frango

Os seis primeiros meses de 2017 foram marcados por instabilidades no setor de carnes do Brasil

Os seis primeiros meses de 2017 foram marcados por instabilidades no setor de carnes do Brasil, porém Santa Catarina caminha à margem desse processo e registra alta nas exportações de carne suína e de frango. No acumulado do ano, a quantidade de carne suína enviada para outros países já é 8,29% superior a 2016 e o faturamento cresceu 42,95%. A boa notícia vale também para carne de frango que encerra o semestre com alta tanto na quantidade vendida quanto nas receitas.

Em junho, as exportações de carne suína tiveram ótimos resultados, superando os números de maio e também os índices do mesmo período de 2016. Foram 25,7 mil toneladas exportadas, 26,7% a mais do que no mês de maio, faturando mais de US$ 63,7 milhões – valor 22,4% superior ao último mês e 33% maior do que o mesmo período de 2016.
 
A carne suína vem sendo o grande destaque das exportações catarinenses. Só nesse primeiro semestre, as vendas do produto já renderam US$ 330,6 milhões, quase 43% a mais do que no mesmo período do ano passado. Ao todo foram exportadas 139 mil toneladas de carne suína para países como Rússia, China e Hong Kong.
 
O bom momento se reflete também nas exportações de carne de frango. No mês de junho, foram 82,6 mil toneladas exportadas, faturando mais de US$ 152,7 milhões. Um aumento de, respectivamente, 15,83% na quantidade e de 8,8% nas receitas em relação ao último mês.
 
Nesse primeiro semestre de 2017, Santa Catarina já vendeu 461,9 mil toneladas de carne de frango e arrecadou US$ 863,4 milhões. A carne de frango é o principal produto das exportações catarinenses e respondeu por 16,9% de tudo o que foi exportado pelo estado em junho. Os principais mercados da avicultura catarinense são o Japão, China, Países Baixos,  Arábia Saudita e Reino Unido.
 
O grande diferencial de Santa Catarina é a questão da sanidade animal. O secretário da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, explica que no estado a saúde dos rebanhos é prioridade e é justamente isso que dá acesso aos mercados mais competitivos do mundo. “Somos o único estado do Brasil reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação e, junto com o Rio Grande do Sul, fazemos parte de uma zona livre de peste suína clássica. Essa é uma prova do comprometimento do Governo do Estado, produtores rurais e iniciativa privada em manter a sanidade dos nossos rebanhos. É um desafio diário e nós trabalhamos muito para superá-lo”, ressalta Sopelsa.
 
Os números foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri).

Tradição no agronegócio
 
Com forte tradição na pecuária, Santa Catarina é berço das principais empresas do setor de carnes do Brasil. O estado conta com 18 mil produtores integrados às agroindústrias e o setor de carnes gera quase 60 mil empregos diretos em frigoríficos e indústrias de beneficiamento. Como maior produtor nacional de carne suína e o segundo maior de carne de frango, Santa Catarina atende o mercado brasileiro e o exterior, com presença em mais de 120 países.

Autoria: Agrolink

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