Publicado em 14/11/2017 18h33

CBOT: Soja deve abrir em alta; milho e trigo podem recuar com ampla oferta

Clima benéfico no Brasil, que favorece o avanço do plantio, e embarques mais fracos dos Estados Unidos pressionam as cotações da oleaginosa

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Os futuros de soja, milho e trigo tendem a abrir a sessão desta terça-feira, 14, com sinais distintos na Bolsa de Chicago (CBOT). Para a oleaginosa, o clima benéfico no Brasil, que favorece o avanço do plantio, e os embarques mais fracos dos Estados Unidos são os principais fatores fundamentais a pressionar as cotações. O trigo segue pressionado por ampla oferta global, após recorde de produção na Rússia. Já o milho, sente o viés de baixa vindo do trigo e a desaceleração nas exportações norte-americanas.

Na soja, o volume inspecionado para embarques nos portos dos EUA somou 2,087 milhões de toneladas na semana encerrada em 9 de novembro, queda de 1,48% ante a semana anterior e de 6,99% em relação a igual período do ano passado, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No acumulado da temporada desde 1º de setembro, os embarques somam 16,955 milhões de toneladas, 18,05% abaixo dos 19,263 milhões de toneladas embarcados em igual intervalo do ciclo 2016/17.

Na semana anterior, a diferença entre os dois ciclos era menor (-8,96%). O milho, na semana passada, 375.951 toneladas foram inspecionadas para exportação, volume 17,6% menor do que o registrado na semana anterior. As exportações norte-americanas de milho na atual temporada estão bem abaixo do nível registrado em igual período do ciclo anterior, e isso pode resultar em aumento significativo dos estoques domésticos, segundo analistas.

Participantes citaram ainda a menor estimativa de déficit global para 2017/18. "O USDA reduziu sua expectativa de déficit de 26 milhões para 22,7 milhões de toneladas, em grande parte por causa da forte revisão para cima da safra norte-americana", disse em nota o Commerzbank. O vencimento dezembro do grão recuou 1,25 cent (0,36%) e fechou em US$ 3,4225 por bushel.Já no trigo, a ampla oferta global mantém o mercado pressionado.

Nesta manhã, a consultoria russa SovEcon estimou a produção do cereal do país em 83,9 milhões de toneladas neste ano, um recorde que supera a marca histórica de 73,3 milhões de toneladas obtida na temporada passada. Segundo a consultoria, o desempenho do ano passado incentivou os agricultores russos a aplicarem mais fertilizantes e a investirem em melhores sementes.

No overnight, a soja para janeiro ganhou 1,50 cents (0,16%) em US$ 9,6500 por bushel. Já o milho para dezembro recuou 0,75 cents (0,22%), a US$ 3,4150 por bushel, enquanto vencimento março do trigo perdeu 1,50 cents (0,34%), a US$ 4,4175 por bushel. (Com Dow Jones Newswires)

Autoria: Estadão Conteúdo

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