Cientistas da Temple University relataram que os resultados de um estudo envolvendo ratos que foram geneticamente modificados para desenvolver Alzheimer com uma patologia neural alimentada com azeite de canola. Os achados repentinamente evoluíram para notícias falsas relacionando a doença com o consumo do óleo.
Para o Dr. Kevin Folta, professor do Departamento de Ciências Hortícolas da Universidade da Flórida, as notícias falsas tratam de erro de interpretação da imprensa sensacionalista e de redação de um comunicado de imprensa. Segundo Folta, o azeite de canola não causa perda de memória, demência, obesidade ou Alzheimer, especialmente em humanos. A falha na interpretação foi sobre o comunicado de imprensa que dizia que o “óleo de canola é ligado à perda de memória e habilidade de aprendizado na doença de Alzheimer, pesquisadores da Temple dizem”, o que não estava em linha com o que foi concluído na pesquisa e o conteúdo do comunicado dizia outra coisa.
“É a tempestade perfeita de desconfiança. Um conjunto de experimentos por competentes especialistas, um comunicado de imprensa exagerado e uma mídia sem filtros transformaram um conjunto modesto de resultado em uma crise de saúde pública. É a receita perfeita para trazer uma afirmação canalha em um exemplo claro de propagação de informação falsa e forma a escolha por comidas”, concluiu Folta.