A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está na Europa para promover a imagem do agro brasileiro e ampliar o acesso dos produtos nacionais a novos mercados no Forum for the Future of Agriculture (FFA 2018), em Bruxelas, na Bélgica.
A CNA é representada pela superintendente de Relações Internacionais, Lígia Dutra, e pela assessora de Negociações Internacionais, Camila Sande. A entidade é uma das integrantes da delegação do Programa de Imagem e Acesso a Mercados do Agronegócio Brasileiro (PAM AGRO), que reúne governo e entidades do agronegócio para discutir estratégias comerciais para produtos brasileiros.
Segundo Lígia Dutra, a CNA terá participação ativa no fórum, que é aberto para intervenções e posicionamentos após os seus painéis. Também há um estande do Brasil no FFA, onde serão feitas ações de promoção comercial de produtos e relacionamento institucional.
Agenda paralela - Nesta segunda (26), membros da delegação brasileira estiveram reunidos com o embaixador da missão do Brasil junto à União Europeia, Everton Vargas. No encontro, foram alinhados posicionamentos estratégicos frente aos desafios do mercado europeu. O embaixador colocou o corpo diplomático da representação brasileira à disposição da CNA para trabalhar em conjunto para minimizar os impactos ao produtor brasileiro.
“Além disso, estamos construindo uma agenda com a missão para atuar com maior previsibilidade na temática regulatória na União Europeia, principalmente em relação ao uso de defensivos agrícolas e à questão dos limites máximos de resíduos (LMRs) em produtos do agro”, declarou Lígia.
De acordo com Camila Sande, a CNA teve a oportunidade de apresentar dados importantes a representantes do World Wildlife Fund (WWF), que demonstraram um conhecimento de práticas mais sustentáveis utilizadas na produção brasileira, em comparação com as europeias.
“Isso demonstra que os esforços feitos no Brasil e no exterior para defender o nosso modelo de produção e as nossas políticas ambientais estão começando a ganhar maior reconhecimento. O trabalho de defesa da imagem do agro é fundamental para que isso continue se expandindo”, avaliou.