O transporte de suco de laranja para os portos brasileiros foi totalmente interrompido e os estoques nos terminais estão quase acabando, segundo o diretor executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Neto. "A produção está parada desde a semana passada. O começo da safra (de laranja) nos beneficia, mas estamos muito perto do limite nos portos (de volume necessário de suco) para os embarques", disse Ibiapaba Neto em coletiva de imprensa realizada nesta manhã em São Paulo. Além da CitrusBR, outras importantes entidades do agronegócio se posicionaram em conjunto hoje contra a criação de uma tabela de preços mínimos para o frete no País.
Até o momento, segundo o executivo da CitrusBR, as empresas que integram a entidade conseguiram cumprir os embarques previstos mas, caso a paralisação se estenda, pode haver prejuízos às exportações. Sobre o tabelamento do preço mínimo dos transportes de cargas, afirmou: "Estamos dispostos a colaborar na busca de uma solução que atenda a todos, sem transferir o custo para o setor."
Para o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, os consumidores finais, tradings de grãos e produtores também acabarão arcando com fretes mais caros caso uma tabela de preço mínimo seja aprovada pelo Congresso. Nassar citou cálculos da Abiove de que, desde janeiro, o valor pago pelas empresas da associação subiu cerca de 15%. "Nossas associadas já estão pagando mais pelo frete neste ano. O problema é que a carga tributária aplicada sobre o diesel aumentou", afirmou.