Publicado em 27/11/2020 10h08

Segurança, pesquisa e investimento em tecnologia são fundamentais para a sustentabilidade da cadeia da olericultura

"Caminhos do Agro SP" desta semana destacou a importância da atividade para o estado e debateu os passos futuros

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A olericultura é um setor com amplo destaque em São Paulo, com registro de mais de 120 mil hectares dedicados a essas culturas e produção de aproximadamente 3,11 milhões de toneladas por ano. O setor movimenta R$ 5,23 bilhões em Valor de Produção Agropecuária (VPA) e é o 5º do estado.

O setor foi o destaque da live das cadeias produtivas do projeto “Caminhos do Agro SP” desta quarta-feira (25/11), que debateu os desafios e oportunidades na produção de frutas, legumes, verduras e hortaliças.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira lembrou que os resultados dos investimentos em pesquisa e tecnologia resultaram um incremento de 70% na produção do setor, sem aumento de área de cultivo.

“A olericultura é uma força do estado de São Paulo, que está diariamente na mesa dos consumidores. Esse sucesso da atividade é fruto das pesquisas, que garantem ganhos de produtividade e de qualidade. Tivemos uma evolução muito grande, com esforços voltados para as novas demandas do consumidor, que está mais preocupado com a qualidade e a segurança dos alimentos”, destacou Junqueira.

Para a diretora do Centro de Horticultura do IAC – Instituto Agronômico, Eliane Gomes Fabri, que participou do encontro on-line, a pesquisa é extremamente importante para se ter avanços significativos que resolvam problemas relevantes para a atividade.

“A pesquisa trabalha para diminuir a desigualdade e auxiliar o produtor a atender as demandas que vêm do consumidor, como a rastreabilidade. Temos que trabalhar junto com o setor privado para oferecer ao produtor ferramentas que atendam à legislação e a segurança do alimento“, destacou a diretora. 

Hidroponia otimiza produção e aproveitamento de recursos hídricos

A produção de alface hidropônica também foi destaque do episódio desta semana, que exibiu um vídeo sobre feito na propriedade de Luiz Fernando Calderaro, localizada em Capão Bonito (SP), produz a folhosa há 30 anos.

Segundo ele, a grande vantagem do sistema hidropônico é a economia de água, que chega a ser de 80%, medida que auxilia para manter as áreas de preservação ao redor da propriedade intactas.

“Além disso, adotamos o manejo adequado de fertilizantes e defensivos e a rastreabilidade. A alface do hidropônico Calderaro tem que estar sempre fresquinha, pois nosso principal objetivo é o produto final com qualidade para o consumidor. Para isso é preciso ter sempre uma semente com qualidade e o semeio na hora certa para que, no final, tenhamos um produto com maior durabilidade para o consumidor”, ressaltou.

Para o gerente Comercial da Unidade de Negócios de Sementes de Vegetais Brasil/Paraguai da Syngenta, Francisco Sallit, a hidroponia no Brasil é o tipo de cultivo que tem margem para ampliação, graças à grande eficiência produtiva que a atividade oferece.

“Ainda temos espaço muito espaço para crescer. A hidroponia é um processo inteligente porque tem a economia do uso racional da água. Uma alface plantada no chão faz de quatro a seis ciclos por ano, enquanto a hidroponia faz dez. É um notável ganho em eficiência”, salientou Sallit.

Segurança dos alimentos acima de tudo

Com 1.850 lojas no Brasil, sendo 500 somente no estado de São Paulo, a rede Subway fomenta a economia da cadeia da olericultura. Para o CEO da IPC, Philippe de Grivel, empresa de compras e abastecimento dos franqueados, neste sistema de interdependência a maior preocupação é com a segurança dos alimentos.

“Precisamos proteger os interesses do consumidor e isso passa pela defesa dos interesses do franqueado e dos fornecedores. Temos vários atributos que impactam na nossa decisão de compra, mas somente um é realmente crítico: a segurança. O cliente nos entrega a sua saúde e nós temos que zelar pela sua confiança. Folhas integram altas estatísticas de intoxicação alimentar, por isso temos que redobrar a atenção com relação à segurança desses produtos”, enfatizou.

O projeto “Caminhos do Agro SP” é resultado de uma parceria entre InvestSP, Fundag, TV Cultura, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a iniciativa privada. Os episódios podem ser acompanhados nos canais do YouTube da Secretaria de Agricultura e Abastecimento: https://www.youtube.com/agriculturasp e da TV Cultura: https://www.youtube.com/cultura.

AGENDA CAMINHOS DO AGRO SP

02 de dezembro: Episódio Exportação

09 de dezembro: Live Soja

16 de dezembro: Episódio Conectividade

Autoria: Assessoria de Imprensa

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