Publicado em 16/04/2021 22h13

SP: pesquisa vai fornecer 50 soluções tecnológicas ao agro

São da área de agricultura, pecuária, sanidade animal e vegetal, pesca e aquicultura

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio de seus seis Institutos e 11 Polos Regionais de pesquisa, entregará 150 soluções tecnológicas para o setor dos agronegócios até 2022. Para 2021, serão feitas cerca de 50 entregas no âmbito do Programa de Metas do Governo do Estado de São Paulo, que disponibilizou R$ 16 milhões de recursos para as ações deste ano, sendo R$ 10 milhões oriundos do Tesouro do Estado e outros R$ 6 milhões dos Fundos Especiais de Despesas (FED). 

De acordo com Marcos Antonio Machado, diretor geral do Instituto Agronômico e responsável pela coordenação da programação de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), as entregas fazem parte da atividade diária dos Institutos, que têm como meta a disponibilização de tecnologias para o setor produtivo.

"Somos Institutos de tecnologia, por isso, nada mais natural do que disponibilizarmos para o setor de produção e para toda a sociedade resultados de pesquisa. As metas propostas pelo Governo do Estado de São Paulo têm nos ajudado a organizar essa disponibilização, melhorando as ações de transferência de tecnologia e nossa comunicação com a sociedade, que pode ter acesso facilitado a como nossas tecnologias são relevantes", afirma Machado.

As mais de 150 entregas tecnológicas são da área de agricultura, pecuária, sanidade animal e vegetal, pesca e aquicultura, economia e processamento de alimentos. "Essas são as áreas de atuação de todos os Institutos e unidades regionais de pesquisa ligadas à APTA e à Secretaria de Agricultura. São tecnologias que melhoram a produtividade, o lucro e a renda dos produtores rurais paulistas, mas também de outras regiões brasileiras", afirma Antonio Batista Filho, coordenador da APTA.

Machado explica que muitas dessas entregas foram demandadas pelos usuários das tecnologias, como os produtores rurais e indústrias do agro. Porém, muitos trabalhos foram focados no conhecimento dos pesquisadores científicos para atender as demandas futuras do setor produtivo. "A ciência atua nessas duas frentes: resolver problemas, mas também pensar em soluções que serão úteis no futuro, pensando a médio e longo prazo", afirma.

"O agro de São Paulo não para. Essas novas tecnologias serão disponibilizadas para o setor privado e, com certeza, auxiliarão todo o setor do agro. É a ciência, o governo e o setor privado trabalhando em sintonia", comemora Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Três tecnologias já foram disponibilizadas

O Instituto de Pesca (IP-APTA) em conjunto com a APTA Regional disponibilizou em 28 de fevereiro de 2021 sistema inédito de cultivo de lambari-do-rabo-amarelo em conjunto com camarões de água doce, que pode aumentar em até 15% a produtividade dos lambaris e camarões em relação aos monocultivos e em até 100% a produção por viveiro, considerando a produção agregada das duas espécies.

Na mesma data foi entregue novo protocolo para a utilização da rã-touro como bioindicador de impacto ambiental, trazendo avanços para a sustentabilidade. A tecnologia será repassada para a indústria agroquímica.

Em 31 de março, a APTA Regional disponibilizou tecnologia para o cultivo do peixe do tipo panga. O estudo desenvolvido em Pindamonhangaba e Monte Alegre do Sul mostrou ganho de peso 20% maior quando os peixes são alimentados com ração com 40% de proteína bruta em tanque-rede de 1m³.

Autoria: Assessoria de Imprensa

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