Publicado em 25/05/2021 12h32

Estudo inédito mapeia produção e potencial de plantas medicinais no Brasil

Levantamento feito por Fiocruz e Ministério da Agricultura traçou diagnóstico de 26 espécies, 18 extrativas e oito cultivadas

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Agricultura (Mapa) apresentaram os resultados do que consideram ser o maior diagnóstico já realizado no Brasil sobre o potencial produtivo de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e alimentícias.

Ao todo, foram mapeadas as cadeias de valor de 26 espécies de plantas - 18 extrativas e oito cultivadas. Para cada uma, foram identificados produtores, formas de escoamento dos produtos e potenciais consumidores, além dos principais desafios e formas de aprimorar a produção.

“Acreditamos que esse pode ser um campo de muita geração de renda para nossos agricultores”, diz o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke. “O Brasil é um grande importador de óleos de outros países quando temos a agricultora familiar que pode produzir muitas dessas plantas e agregar valor para si e para a sociedade”, acrescenta.

O mapeamento faz parte do Projeto ArticulaFito - Cadeias de Valor em Plantas Medicinais e os resultados estão disponíveis nas redes sociais. A pesquisa foi apresentada no seminário on-line  “Cadeias de Valor em Plantas Medicinais e a Agenda 2030: contribuições da sociobiodiversidade para reflexão sobre novos modelos de produção para a  preservação da vida e da saúde no planeta''.

Entre os produtos mapeados estão, por exemplo, o chá medicinal de hortelã, semente de sucupira, pílula artesanal de babosa, semente de umburana, óleo extravirgem e farinha de babaçu, amêndoa da castanha-do-pará e o repelente de andiroba.

“A crise ambiental que estamos vivendo colocou novos desafios e esse desafio do desenvolvimento sustentável se coloca exatamente no nosso ponto central ao valorizarmos os produtos da sociobiodiversidade, as populações tradicionais que são as grandes protetoras dos nossos biomas”, diz o coordenador de Relações Institucionais da Fiocruz, Valcler Rangel.

Um dos objetivos do mapeamento, segundo a coordenadora técnica e executiva do ArticulaFito, Joseane Carvalho Costa é fazer com que todos que participam de alguma forma dessa cadeia, desde os produtores até os consumidores finais, valorizem e conheçam cada uma das etapas.

“Quando a gente está consumindo o produto de óleo de castanha na clínica de estética, precisamos saber o quanto nesse produto está embutido de desigualdades o quanto está embutido exploração de trabalho. É uma virada no modo de como se consome, esse novo modo de mudar esse padrão de relação de consumo”, destaca.

Autoria: Agência Brasil

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