Publicado em 20/10/2014 15h17

Híbridos de sorgo são alternativa ao final antecipado da moagem de cana-de-açúcar

Sorgo sacarino e sorgo de alta biomassa poderão compensar na entressafra da cana a perda de matéria-prima causada pela estiagem. Ceres lança duas novas variedades de sorgo de alta biomassa e uma de sorgo sacarino para a safra 14/15 da cultura que se inicia em novembro

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Campinas (SP) – A Ceres Sementes do Brasil, especialista na cultura de sorgo, vê na antecipação do final da moagem das usinas de cana-de-açúcar, prevista para outubro, uma oportunidade de ampliar as áreas cultivadas com sua linha de híbridos de sorgo de alta biomassa e sorgo sacarino. A safra 2014/15 de sorgo terá início em novembro e término em março de 2015, período de entressafra da cana e no qual as empresas certamente terão menos matéria-prima para processar. A vantagem adicional é que os produtos são plantados nas áreas de reforma dos canaviais, não competindo com a cana.

Segundo dados da Unica – União da Indústria da Cana-de-Açúcar -, divulgados no último dia 9, a moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil atingiu 28,82 milhões de toneladas na segunda quinzena de setembro, o menor volume processado no período na principal região produtora do país nas últimas quatro safras, com as operações sendo afetadas pelo clima. No acumulado da safra 14/15, os números de moagem passaram a apresentar queda de 0,24 por cento ante a temporada passada, atingindo 441,5 milhões de toneladas, o equivalente a 81 por cento do que a associação projeta que será processado na atual temporada (545,9 milhões).

A linha de produtos de sorgo sacarino e sorgo alta biomassa Blade® da Ceres vem complementar a produção de etanol e energia de biomassa ao setor sucroenergético e industrial, sendo que na última safra mais de 40 unidades testaram os produtos, de acordo com o gerente geral, André Franco.

O sorgo sacarino já apresenta viabilidade econômica para as usinas e a Ceres mantem seus investimentos em melhoramento genético visando o aumento de etanol por hectare. Seu bagaço é similar ao bagaço da cana e pode ser utilizado como fonte de biomassa para geração de energia e calor. Os mesmos equipamentos empregados na colheita, moagem e no processamento da cana-de-açúcar servem ao do sorgo sacarino, sem necessidade de adaptações no campo e na indústria.

O sorgo alta biomassa veio agregar na oferta de matéria prima para geração de calor e energia elétrica, por parte das usinas do setor sucroenergético, bem como para indústrias consumidoras de biomassa. Ele pode ainda ser utilizado para produção de etanol celulósico (2G). A colheita é feita com forrageira, aumentando a produtividade e trazendo benefícios quanto ao poder calorífico do sorgo, com 1.829 kcal/kg, a 50% de umidade e baixos níveis de impurezas minerais.

“Nesse cenário as cultivares de sorgo Blade® podem permitir às usinas antecipar para o início de março próximo sua safra. O sorgo é capaz de suprir as empresas com matéria-prima até a retomada do ciclo da cana-de-açúcar, bem como gerar bagaço para geração e exportação de energia elétrica para a rede. O emprego do sorgo será um meio de as empresas compensarem em parte a perda de produtividade da cana, com mais produção de etanol e mais biomassa”, reforça Franco.

O executivo anuncia o lançamento de 3 novos híbridos de sorgo sob a marca Blade®, sendo dois de sorgo de alta biomassa e um de sorgo sacarino. A Ceres concluiu o levantamento da safra 13/14 realizado em lavouras cultivadas com seus híbridos de sorgo de alta biomassa e sorgo sacarino Blade®.

 

Resultados Biomassa Blade®

Os números divulgados pela empresa atestam que os híbridos de sorgo de alta biomassa Blade® apresentam resultados e desempenho que reforçam sua atratividade junto ao mercado consumidor de bagaço de cana e outros tipos de biomassa.

O poder calorífico dos híbridos, informa a empresa, superaram o da cana-de-açúcar em testes comparativos. Já a produtividade média variou de 26 a 34 toneladas/ha com 50% de umidade, dependendo da região, chegando a até 47 toneladas por hectare com 50% de umidade.

O estudo mostra ainda que o custo total de produção dos híbridos Blade® de Alta Biomassa estão situados entre R$65 e R$85 por tonelada a 50% de umidade entregue na Usina (CIF), considerando distância de 20km. O poder calorífico útil (PUI) medido, a 50% de umidade, atingiu o significativo patamar de 1829 Kcal/Kg.

“A vantagem competitiva do sorgo de alta biomassa é confirmada a cada safra”, reforça André Franco. “A linha de produtos de sorgo alta biomassa Blade® é uma realidade e apresenta ganho genético a cada ano, sendo que no cenário de energia elétrica atual, a biomassa de sorgo Blade® traz uma oportunidade adicional para empresas que operam caldeiras de biomassa e podem fornecer energia elétrica ao grid da ANEEL. Seu uso pode ser feito em todos os tipos de caldeiras, respeitando as características técnicas do produto e pequenos ajustes básicos, podendo também ser misturado à demais tipos de biomassa”, exemplifica o executivo. 

 

Resultados Sacarino Blade®

No tocante aos híbridos Blade® de sorgo sacarino avaliados pela Ceres, a empresa frisa que todos registram saltos de produtividade, em litros por hectare, a exemplo do que vinha ocorrendo nos anos anteriores.

A produção de etanol por hectare plantado atingiu até 3,9 mil litros/ha, e apresentou entrega média de 2,9 aos 3,3 mil litros/ha, dependendo da regional.

André Franco afirma que a produção mínima de sorgo deve ser estimada em mínimo de 5 dias de moagem e ser processado em no máximo 24 horas após a colheita.

“Temos aumentado a produtividade média em torno de 30% a cada safra. A curva de aprendizado reduz-se ano após ano e o potencial de crescimento e melhoramento da cultura nos próximos anos é real e mensurável, uma grande oportunidade para as empresas que querem sair na frente do desenvolvimento e também equilibrar a produção de etanol em meio à crise do setor”, complementa Franco.

Uma projeção da consultoria Datagro indica que o sorgo sacarino pode adicionar aos números da indústria sucroenergética brasileira, anualmente, um volume situado entre 3,5 mil e 5 mil litros do biocombustível por hectare, equivalente ao acréscimo de 5 bilhões de litros de etanol no mercado.

A Ceres Sementes do Brasil oferece a empresas selecionadas um Programa de Segurança, que conta com contrapartidas garantindo produtividade média na lavoura. O programa é válido para o período 2014/15.

A empresa adianta que sua equipe técnica oferecerá suporte agronômico e tecnológico no manejo do portfólio de híbridos Blade® para clientes selecionados de todas as regiões onde os produtos são recomendados.

“A Ceres é especialista em sorgo e está comprometida com o desenvolvimento da cultura no Brasil. Isso pressupõe dizer que a companhia tem certeza em sua recomendação, bem como no potencial dos produtos, tanto sacarino quanto biomassa” finaliza André Franco.

Autoria: Ceres Sementes

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