A cotação do boi gordo registrou alta em São Paulo nesta quarta-feira (29), impulsionada pela oferta restrita de animais. Segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, os frigoríficos encontraram dificuldades para preencher suas escalas de abate, o que pressionou os preços para cima.
De acordo com o levantamento, as indústrias que não possuem animais de confinamentos parceiros precisaram pagar mais pela arroba. Com isso, o preço do boi gordo e do chamado “boi China” (animais que cumprem os requisitos para exportação ao país asiático) subiu R$ 3,00 por arroba. Já as cotações da vaca e da novilha gordas tiveram uma valorização de R$ 4,00 por arroba. As escalas de abate na região paulista estavam programadas, em média, para oito dias.
A Scot Consultoria informou que todos os preços são brutos (sem impostos) e a prazo.
Na região Sudeste de Rondônia, o mercado se manteve estável. Houve uma leve redução na oferta de animais, mas o movimento não foi suficiente para forçar os frigoríficos a aumentarem os valores pagos pela arroba. As cotações seguiram firmes e as escalas de abate permaneceram em torno de oito dias.
Em Roraima, a estabilidade também marcou o dia. Apesar da oferta igualmente limitada, o escoamento lento da carne bovina no mercado local reduziu o ritmo dos negócios. Com a demanda mais fraca, os preços de todas as categorias de animais para abate não sofreram alterações. O estado não possui referência de preço para o “boi China”.
No mercado externo, os embarques de carne bovina in natura continuam aquecidos. Até a quarta semana de outubro, o Brasil exportou 276,4 mil toneladas. O volume representa uma média diária de 15,3 mil toneladas, um aumento de 25% em comparação com o mesmo período de 2024.
O preço médio da tonelada exportada também apresentou valorização, alcançando US$ 5,5 mil, uma alta de 18,5% no comparativo anual. Os números indicam a continuidade da forte demanda internacional pela proteína brasileira.