Argentina e Brasil impulsionam área de milho no Mercosul
Publicado em 05/11/2025 11h24

Argentina e Brasil impulsionam área de milho no Mercosul

A produção de milho no Mercosul deve ter forte expansão na safra 2025/26, com a área plantada crescendo 6% e a produção podendo alcançar um recorde de 235 milhões de toneladas.
Por: Redação

A cultura do milho deve registrar uma forte expansão no Mercosul na safra 2025/26. De acordo com o informativo da consultoria Céleres, a área plantada no bloco deve aumentar 6%, um acréscimo de aproximadamente 2 milhões de hectares, totalizando 35,1 milhões de hectares.

A Argentina lidera esse avanço, adicionando 1,4 milhão de hectares à sua área de cultivo, um movimento impulsionado principalmente pelas boas margens do cereal em comparação com a soja. O Brasil também contribui para o crescimento, com um incremento de 600 mil hectares, puxado pela forte demanda da indústria interna para a produção de carnes e etanol.

Com uma produtividade média estimada em 6,1 toneladas por hectare, a produção total do bloco deve atingir 214,2 milhões de toneladas. Em um cenário otimista, com condições climáticas favoráveis, o volume pode ultrapassar os 235 milhões de toneladas, o que configuraria uma safra recorde para o Mercosul.

O aumento da oferta impacta diretamente o potencial de exportação. A projeção é que as vendas externas do bloco subam em 9 milhões de toneladas, consolidando o Mercosul como um dos principais fornecedores globais do cereal, responsável por cerca de 40% das exportações mundiais.

O consumo interno também acompanha a tendência de alta, com uma previsão de aumento de 8 milhões de toneladas. Esse cenário deve manter os estoques finais em um patamar historicamente elevado, embora com uma ligeira queda em relação ao ciclo anterior.

Rentabilidade e mercado

Assim como no mercado da soja, a tendência para os preços do milho é de neutralidade, sem expectativas de grandes valorizações, mas com patamares suficientes para sustentar a rentabilidade e continuar estimulando a expansão da cultura na região.

A taxa de câmbio segue como um fator de risco importante para a formação de preços. No entanto, a forte demanda interna, especialmente no Brasil, ajuda a equilibrar as cotações e a garantir maior estabilidade para o produtor.

O avanço da cultura reforça a importância estratégica do milho no planejamento produtivo do Mercosul, principalmente em um cenário que busca a diversificação de culturas e maior resiliência das margens de lucro no campo.