Embrapa leva protocolo de Carne de Baixo Carbono para a COP30
Publicado em 10/11/2025 17h52

Embrapa leva protocolo de Carne de Baixo Carbono para a COP30

A Embrapa levará à COP30, em Belém, tecnologias como o protocolo de Carne de Baixo Carbono e um estudo sobre o estoque de carbono no Pantanal, reforçando o papel da pecuária na agenda climática.
Por: Redação

A Embrapa Gado de Corte apresentará um conjunto de tecnologias e estudos na vitrine viva da Embrapa durante a COP30, em Belém (PA). As iniciativas, que incluem o protocolo de Carne de Baixo Carbono (CBC), as Boas Práticas Agropecuárias (BPA) e um mapeamento do estoque de carbono no Pantanal, destacam a contribuição do setor para a descarbonização.

O protocolo CBC, desenvolvido pela Embrapa, estabelece critérios auditáveis que garantem a redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) na produção de bovinos de corte. A iniciativa permite a criação de um selo, possibilitando ao consumidor escolher um produto com atributos de sustentabilidade. O sistema se baseia em boas práticas, como manejo de pastagem e integração lavoura-pecuária, que aumentam o estoque de carbono no solo.

Para validar as orientações, a Embrapa realizou experimentos entre 2019 e 2021 em uma fazenda comercial no Oeste baiano. Após o lançamento, o modelo de certificação estará disponível aos produtores na plataforma Agri Trace Rastreabilidade Animal, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Outra frente é a renovação do Programa de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) para bovinos de corte. Com mais de 20 anos, o programa busca saltar de 200 para mil propriedades credenciadas nos próximos três anos. Uma das novidades é a inclusão dos bubalinos de corte no manual, antes restrito aos bovinos. A adesão é voluntária e gratuita, com diferentes níveis de engajamento.

A gestão ambiental e de pessoas também ganhou espaço, com quesitos sobre destinação de resíduos e bonificação por desempenho, além da adequação a legislações trabalhistas e ambientais.

Um estudo inédito sobre o potencial de estoque de carbono na Bacia do Alto Paraguai (BAP) será outro tema levado à conferência. A pesquisa, desenvolvida pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Acrimat e Embrapa, mapeou os estoques de carbono na região, com foco no bioma Pantanal.

O trabalho utilizou imagens de satélite e sensoriamento remoto para analisar 59 localidades. O resultado é um panorama científico sobre a capacidade de fixação de carbono da região e seu papel no enfrentamento das mudanças climáticas.