O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou as estratégias do Brasil para a agricultura regenerativa e de baixo carbono durante o Fórum Planeta Campo Especial COP30. O evento, realizado nesta terça-feira (11), reuniu especialistas para debater o papel do setor na sustentabilidade e na segurança alimentar global.
Representando a pasta, o diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Bruno Brasil, destacou o potencial brasileiro para liderar a transição para práticas agrícolas mais sustentáveis. Segundo ele, políticas públicas estruturantes são o alicerce para essa mudança.
O principal instrumento dessa estratégia é o programa Caminho Verde Brasil, que estabelece a meta de recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas na próxima década. A iniciativa representa uma evolução de políticas anteriores.
“Esse programa foi construído a partir da base do Plano ABC, que, entre 2010 e 2020, já promoveu a recuperação de 26,8 milhões de hectares. Agora, o Brasil avança para uma nova etapa, com foco na integração de paisagens produtivas e regenerativas, conciliando mitigação climática e aumento de produtividade”, afirmou Bruno Brasil durante o fórum.
A discussão também abordou o impacto da produção de alimentos no cenário geopolítico. A adoção de modelos regenerativos é vista como um caminho para garantir não apenas a sustentabilidade ambiental, mas também a estabilidade entre as nações.
“Como destacou o embaixador Roberto Rodrigues, a agricultura regenerativa tropical tem papel decisivo na segurança alimentar mundial e, por consequência, na paz global. O Brasil tem condições de ser referência nesse modelo de produção sustentável”, pontuou o diretor do Mapa.
O debate ocorreu no Pavilhão CNA/Senar da AgriZone, um espaço dedicado à agricultura sustentável durante a COP30, sediada em Belém (PA).