Boi gordo: pressão de compra não altera preços no Mato Grosso do Sul
Publicado em 17/11/2025 19h32

Boi gordo: pressão de compra não altera preços no Mato Grosso do Sul

O mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade em São Paulo, refletindo um ritmo lento de negócios, enquanto o atacado de carne registrou recuos.
Por: Redação

O mercado do boi gordo iniciou a semana sem alterações significativas nas principais praças de negociação. Segundo análise da Scot Consultoria, divulgada nesta segunda-feira (17) em seu informativo "Tem Boi na Linha", a semana começou com poucos negócios efetivados em São Paulo, o que contribuiu para a manutenção dos preços de referência.

No estado paulista, a cotação do boi gordo permaneceu firme, repetindo os valores da semana anterior. As escalas de abate das indústrias frigoríficas continuam atendendo, em média, a uma programação de sete dias, um indicador que aponta para um equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda.

Cenário em outros estados

No Mato Grosso do Sul, o relatório indicou uma tentativa de pressão por parte da ponta compradora. Frigoríficos chegaram a ofertar valores menores pela arroba, mas, segundo a consultoria, esses preços não se consolidaram como referência de mercado.

A análise aponta que será necessário acompanhar o posicionamento dos compradores nos próximos dias para confirmar a direção do mercado. Por enquanto, as cotações permaneceram estáveis também no estado sul-mato-grossense.

Atacado de carne com osso

Após um período de preços firmes, o mercado atacadista de carne bovina com osso apresentou recuos em algumas categorias. O movimento é um reflexo de uma semana com vendas em ritmo mais lento, o que levou a ajustes nos preços para estimular o escoamento dos produtos.

A carcaça casada do boi capão teve uma desvalorização de 1,8%, sendo negociada a R$ 22,00 por quilo. Em contrapartida, a carcaça do boi inteiro manteve seu valor, comercializada a R$ 21,40 por quilo. Entre as fêmeas, a cotação da vaca ficou estável em R$ 20,65 por quilo, enquanto a novilha registrou uma queda de 0,7%, cotada a R$ 21,15 por quilo.

Outras proteínas no atacado

No mercado de carnes alternativas, o preço do frango médio permaneceu estável, sendo negociado a R$ 7,40 por quilo. O suíno especial, por sua vez, apresentou alta de 1,6%, sendo comercializado a R$ 13,00 por quilo.