A margem de lucro na terminação de gado em Mato Grosso apresentou melhora, impulsionada por uma valorização mais acentuada da arroba do boi gordo em comparação aos principais insumos alimentares. A análise, divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), indica que a diferença de preços favoreceu o resultado do confinamento no estado.
No acumulado de janeiro a outubro, os preços registraram aumentos tanto para a arroba do boi a prazo quanto para os insumos. Segundo o Imea, o DDG, coproduto do milho com 32% de proteína bruta, teve uma alta de 19,97% em relação ao mesmo período de 2024. O milho, por sua vez, avançou 33,80%, com a saca negociada, em média, a R$ 52,21.
O levantamento aponta que o caroço de algodão registrou a maior variação entre os insumos analisados, com um aumento de 83,07%. Apesar das altas nos custos de produção, o boi gordo a prazo acompanhou o movimento e acumulou uma valorização de 40,10% no mesmo intervalo, o que garantiu uma relação de troca mais vantajosa para o pecuarista.
A crescente demanda das indústrias de etanol de milho tem ampliado a oferta e o uso do DDG no mercado de alimentação animal. O instituto avaliou que o custo-benefício do produto sustenta sua utilização nos rebanhos.
Este movimento de expansão na procura pelo DDG tende a manter a relevância do insumo na composição da dieta animal no estado. O cenário demonstra como a integração entre a produção de biocombustíveis e a pecuária impacta diretamente a dinâmica de custos e a rentabilidade da atividade.