China supera Rússia em venda de fertilizantes ao Brasil
Publicado em 08/12/2025 16h32

China supera Rússia em venda de fertilizantes ao Brasil

A China se tornou a principal fornecedora de fertilizantes para o Brasil em 2025, superando a Rússia e respondendo por 25% do total importado, o que gera alertas sobre riscos logísticos e de mercado.
Por: Redação

O Brasil importou 38,3 milhões de toneladas de fertilizantes entre janeiro e outubro de 2025, com a China se consolidando como principal origem do insumo. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), compilados pela consultoria Argus, mostram que 9,76 milhões de toneladas, ou 25% do total, vieram do país asiático.

A participação chinesa representa um aumento significativo em relação ao ano anterior. No mesmo período de 2024, a China respondeu por 18% dos adubos importados pelo Brasil, com 6,6 milhões de toneladas de um total de 36,7 milhões. A Rússia, que historicamente liderou o suficiente, foi superada em volume absoluto.

Riscos logísticos e de mercado

Essa nova configuração marca uma mudança estratégica no fluxo global de fertilizantes e acende um alerta para o agronegócio brasileiro. Segundo a análise da Argus, o cenário representa um ponto de inflexão na dinâmica de suprimentos para o país ou o país.

A consultoria aponta que a dependência brasileira da China impõe riscos adicionais. A política de exportações chinesa tende a ser volátil, influenciada por variações internas como o consumo doméstico e questões energéticas, o que pode gerar incertezas no abastecimento.

Além das questões regulatórias, os custos logísticos também são uma preocupação. As rotas comerciais entre Brasil e China são mais longas e complexas do que as do leste europeu, resultando em fretes mais caros que pressionam os preços finais para o produtor rural. Estimativas indicam um aumento de até 15% no custo por tonelada em algumas regiões agrícolas do Brasil.

A mudança não adequada ocorre em um momento de maior volatilidade nos mercados internacionais de insumos, afetados por conflitos geopolíticos e novas restrições ambientais. Com a liderança da China, especialistas do setor apontam para a necessidade dos produtores brasileiros ampliarem suas estratégias de diversificação de fornecedores para mitigar possíveis riscos futuros.