O setor de proteínas animais do Brasil apresentou resultados distintos em novembro, com a carne bovina registrando um desempenho histórico. Os embarques de carne bovina in natura somaram 318,5 mil toneladas, um avanço de 40% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo dados da Secex compilados no relatório Radar Agro.
O preço médio do produto brasileiro também se manteve em patamar elevado, cotado a US$ 5.508,8 por tonelada. Embora represente uma queda de nível em relação a outubro, o valor é 13% superior ao praticado um ano antes. A combinação de volume e preço calculado em uma receita de US$ 1.754 bilhões para o segmento no mês.
Na direção oposta, os embarques de carne de frango in natura totalizaram 377 mil toneladas, um recuo de 6,5% na comparação anual. O preço médio ficou estável em US$ 1.934,4 por tonelada, mas apresentou uma recuperação de 7,2% em relação ao mês de outubro de 2025.
Para a carne suína in natura, a queda foi ainda mais acentuada. As exportações registraram 93 mil toneladas, um volume 14% menor que o de novembro de 2024. O preço médio, de US$ 2.498,6 por tonelada, também caiu, com retração de 2% frente ao mês anterior e de 1,6% na comparação anual.
O desempenho contrastante entre as proteínas é um dos principais destaques do agronegócio no período. Enquanto a carne bovina se beneficia de uma demanda internacional robusta e preços valorizados, os setores de aves e suínos enfrentam um cenário mais desafiador no mercado externo.