
A transição do Rio Grande do Sul para Mato Grosso do Sul marcou a trajetória de Flori da Silva e Rosicler Rodrigues, que transformaram uma apicultura de um hobby para um negócio consolidado. No estado de origem, o casal mantinha poucas caixas para consumo próprio. No Centro-Oeste, retornou um novo mercado e a identidade para sua marca: o Mel do Tchê.
Essa é a história do Transformando Vidas de hoje (12). Confira:
A primeira colmeia em solo sul-mato-grossense surgiu de uma oportunidade inesperada, quando um amigo solicitou ajuda para capturar um enxame. O casal instalou uma caixa e, ao retornar, encontrou quatro enxames no local.
No início, o processo era caseiro e a produção, em pequena escala. “A gente tinha um processo em casa mesmo, era pouca coisa, mas a gente tirava no favo, vendia o favinho para conhecidos. Ele mesmo fabricava as caixas”, recorda Rosicler sobre a fase inicial da atividade.
A percepção de que uma apicultura poderia se expandir levou o casal a buscar uma formalização. Após contatos em busca de orientação, eles foram direcionados ao Senar/MS, iniciando o atendimento pela ATeG Agroindústria, um passo determinante para a profissionalização do negócio.
"Começamos a ter o atendimento e estamos há três anos sendo assistidos. Eles falam para a gente o que temos que fazer ou não, porque não temos esse conhecimento", explica Rosicler sobre o suporte recebido.
O caminho até a certificação foi marcado por desafios. Em maio, uma viagem ao Rio Grande do Sul antecedeu a expectativa pela aprovação do selo em Campo Grande. O sentimento era de que, sem a certificação, a atividade seria encerrada. A notícia positiva veio sem retorno.
"O Senar sempre esteve atrás, sempre junto, fazendo todos os passos, a soluções. Eles que ajudaram em todos os processos para sair o nosso selo", detalha Rosicler sobre o acompanhamento técnico recebido durante o processo.
Além da certificação, a identidade visual do produto foi aprimorada com o auxílio da assistência técnica. "A gente mudou um pouco o rótulo, o Senar já nos ajudou. Agora colocamos o desenho de uma onça e de uma arara, que antigamente não tinha", comenta Rosicler. A busca pela mudança associar a origem gaúcha do nome ao mel produzido no Pantanal.
A apicultura é uma atividade que exige atenção aos detalhes, desde o manejo no apiário até o envase. "É gostoso, é gratificante ver ela produzindo, de ver o mel. Quando você vai no apiário e vê os favos cheios… nossa, é muito gostoso", descreve Flori da Silva.
A etapa final do envase consolida o processo produtivo. "Quando senta ali para envasar, é um amor… que não quer mais parar de fazer", finaliza Rosicleia.