Preço do frango sobe com oferta menor no mercado interno
Publicado em 15/12/2025 09h09

Preço do frango sobe com oferta menor no mercado interno

A retomada das exportações de frango reduziu a oferta interna do produto, elevando os preços nos últimos meses. A disponibilidade da proteína em São Paulo retornou aos níveis anteriores à crise da gripe aviária.
Por: Redação

Os preços dos produtos avícolas apresentam uma tendência de alta nos últimos meses, um movimento diretamente ligado à menor disponibilidade de carne de frango no mercado doméstico. Análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a oferta interna do produto vem se ajustando.

A principal causa para este cenário é a retomada gradual dos embarques brasileiros da proteína para o mercado internacional. Com a normalização das exportações, que haviam sido impactadas por restrições sanitárias, o volume de carne disponível para o consumidor brasileiro diminuiu, pressionando as cotações.

Disponibilidade retorna a níveis anteriores

Entre os meses de agosto e setembro, a disponibilidade interna de carne de frango no estado de São Paulo foi de 111 milhões de quilos. Este volume é bastante próximo ao patamar registrado no primeiro quadrimestre de 2025, período anterior à confirmação do primeiro caso de gripe aviária em aves silvestres, quando a média era de 110 milhões de quilos.

O número atual representa uma queda significativa em comparação com o pico da oferta interna. Em maio, no auge das restrições temporárias impostas por alguns países importadores, a disponibilidade de carne de frango no mercado paulista ultrapassou a marca de 123 milhões de quilos.

Esse excedente momentâneo de produção, que não pôde ser exportado, foi direcionado ao mercado nacional, o que resultou em uma pressão negativa sobre os preços naquele período. Agora, com a reabertura e a confiança dos mercados externos, o fluxo de exportação se restabelece.

O cenário atual indica um reequilíbrio da cadeia produtiva, onde o volume destinado à exportação volta a crescer. Consequentemente, a oferta doméstica mais enxuta dá sustentação para a recuperação dos preços pagos pelo produto em todo o país.