O setor avícola brasileiro demonstrou resiliência em 2025, encerrando o ano com resultados positivos mesmo após enfrentar a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), segundo dados do Cepea. O episódio se somou ao desafio da Doença de Newcastle, ocorrida em 2024.
Um caso de IAAP foi identificado em maio de 2025 em uma granja comercial em Montenegro (RS), levando à suspensão temporária das importações por diversos países. A situação exigiu ações rápidas de contenção e o redirecionamento de volumes para o mercado interno.
Apesar do revés, o frango inteiro resfriado iniciou o ano valorizado no atacado da Grande São Paulo, contrariando a tendência sazonal de queda. O movimento refletiu o controle da oferta e o ritmo intenso das exportações que vinha desde 2024. Com a suspensão dos embarques, os preços recuaram por três meses consecutivos.
As medidas de biossegurança adotadas permitiram ao Brasil conter o foco da doença e negociar a flexibilização das restrições comerciais. Nos meses seguintes, o fluxo de exportações foi retomado de forma gradual.
Mesmo com o período de baixa, as médias anuais de preços do frango inteiro congelado ficaram acima das registradas em 2024. O frango vivo em São Paulo também se recuperou e fechou 2025 com a maior média anual desde 2022, conforme dados do Cepea.
Outro fator que favoreceu o setor foi o custo dos insumos. A média anual do farelo de soja, principal componente da ração, foi a terceira mais baixa da série histórica do Cepea, iniciada em 2004, e a menor desde 2011. O cenário aumentou o poder de compra do avicultor paulista.