A suinocultura brasileira voltou a registrar crescimento no Valor Bruto da Produção (VBP) no período entre 2023 e 2025, revertendo dois anos consecutivos de retração. Em Goiás, o movimento foi expressivo, com destaque para o ano de 2024, quando o setor apresentou um avanço de 25,1% em comparação ao ano anterior. Os dados constam no informativo Agro em Dados, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).
O desempenho reflete a valorização da carne suína nos últimos três anos, fator que estimulou a produção estadual e levou Goiás a atingir um recorde no número de carcaças abatidas em 2024. O setor segue sustentado, principalmente, pelo dinamismo das vendas para o mercado internacional.
Em outubro, as exportações goianas de carne suína registraram alta de 60,3% em valor e 39,5% em volume na comparação anual. O avanço foi puxado por Singapura, principal parceiro comercial do estado, que respondeu por 51,1% do valor exportado no período. Os embarques para o país asiático concentram-se em carne suína in natura.
Apesar do bom momento nas exportações, a carne suína perdeu competitividade frente à carne de frango no mercado interno em novembro. Segundo dados do Cepea analisados pela Seapa, a carcaça especial suína foi comercializada a R$ 12,63 por quilo, alta de 0,7% sobre outubro. No mesmo período, o frango resfriado caiu 0,9%, sendo vendido a R$ 8,09 por quilo.
A diferença de R$ 4,54 por quilo entre as duas proteínas, no entanto, não deve frear a valorização da carne suína no curto prazo. A Inteligência de Mercado da Seapa indica uma perspectiva de alta adicional para o encerramento do ano, em função do aumento sazonal da demanda provocado pelas festividades de dezembro.
O cenário positivo em Goiás reforça as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o setor em nível nacional. A estimativa é que as exportações brasileiras de carne suína alcancem 1,4 milhão de toneladas em 2025, consolidando a trajetória de expansão da cadeia produtiva.