Demanda por etanol e ração sustenta valorização do milho
Publicado em 29/12/2025 11h55

Demanda por etanol e ração sustenta valorização do milho

O mercado de milho manteve a trajetória de valorização no início de dezembro, tanto na Bolsa de Chicago quanto no Brasil, sustentado pela demanda firme e pelas incertezas sobre a 2ª safra.
Por: Redação

Nos primeiros dez dias de dezembro, os preços do milho seguiram a tendência positiva observada em novembro. O movimento foi impulsionado pela demanda aquecida pelo grão norte-americano no mercado internacional e pelo consumo firme para ração e etanol no Brasil.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o cereal registrou em novembro sua terceira valorização mensal consecutiva, com alta de 2,1%, fechando a US$ 4,30 por bushel. No começo de dezembro, o movimento de alta continuou, com o preço médio atingindo US$ 4,35 por bushel, um avanço de 1,1%. O cereal foi beneficiado pela forte demanda pelo produto dos Estados Unidos, que se mantém competitivo.

No mercado doméstico, as cotações também subiram. Em Sorriso (MT), o preço avançou 2,8% em novembro, para R$ 50,00 por saca, e ganhou mais 3,1% nos primeiros dez dias de dezembro, alcançando R$ 51,30 por saca. A demanda interna para a produção de ração e etanol deu suporte aos valores.

Apesar de um ritmo de embarques abaixo do esperado para o início da temporada, a menor intensidade das exportações ainda não pressionou as cotações. A demanda doméstica tem sido capaz de absorver parte do milho disponível no mercado.

As preocupações com a janela de plantio da segunda safra também contribuem para sustentar os preços futuros na B3. Os próximos dias serão decisivos para a definição da área a ser semeada, que dependerá dos preços, do avanço da colheita da soja e dos riscos climáticos, especialmente nas regiões onde houve atraso no plantio da safra de verão.