
O governo venezuelano reagiu classificando a ação como agressão militar e violação de soberania. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, que forças militares norte-americanas realizaram uma operação em larga escala contra a Venezuela. Na declaração, publicada em sua rede social Truth Social, Trump comunicou a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país.
Segundo a publicação do presidente norte-americano, a operação militar contou com o apoio de diferentes forças de segurança dos EUA. Relatos iniciais da imprensa internacional descrevem explosões e intensa atividade aérea em Caracas e outras regiões venezuelanas, com possíveis ataques a instalações civis e militares. Trump anunciou uma coletiva de imprensa para as próximas horas em sua residência em Mar-a-Lago.
O governo venezuelano reagiu em comunicado oficial, classificando a ação como uma "agressão militar e violação da soberania". Foi declarado estado de emergência nacional, com uma convocação para a mobilização das Forças Armadas e da população. As autoridades de Caracas afirmaram não ter confirmação sobre o paradeiro de Maduro e exigiram uma "prova de vida" do presidente e de sua esposa.
A ofensiva aprofunda a crise política e militar na Venezuela e amplia a instabilidade na América Latina. Para o agronegócio brasileiro, a escalada do conflito em um país vizinho gera apreensão. A instabilidade na fronteira pode afetar a segurança em estados como Roraima e Amazonas, além de criar volatilidade nos mercados.
O ataque ocorre em um momento de elevada tensão entre Washington e Caracas. Nos últimos meses, o governo dos EUA intensificou a retórica contra a Venezuela, utilizando o combate ao narcotráfico como um dos argumentos para justificar a pressão. A ação militar acontece poucos dias após Maduro ter sinalizado uma disposição para dialogar diretamente com Trump, em contatos que não progrediram.
A repercussão internacional foi imediata. Líderes de diferentes países e organismos multilaterais pediram moderação e alertaram para o risco de uma escalada regional de consequências imprevisíveis. A instabilidade geopolítica na América do Sul pode impactar o preço de commodities, como o petróleo, com efeitos diretos sobre os custos de produção do agronegócio, incluindo combustíveis e fertilizantes.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de mortos ou feridos na operação.