Brasil supera Canadá e assume terceiro lugar na exportação de carne suína
Publicado em 07/01/2026 12h27

Brasil supera Canadá e assume terceiro lugar na exportação de carne suína

As exportações brasileiras de carne suína atingiram o recorde de 1,510 milhão de toneladas em 2025, consolidando o Brasil como o terceiro maior exportador mundial do setor.
Por: Redação

O setor de suinocultura do Brasil encerrou o ano de 2025 com resultados históricos, estabelecendo um novo patamar de desempenho no mercado global. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que o volume total embarcado somou 1,510 milhão de toneladas. O índice representa um avanço de 11,9% na comparação com as 1,352 milhão de toneladas registradas no ciclo anterior.

Com esse desempenho, o Brasil ultrapassa o Canadá no ranking internacional, posicionando-se agora atrás apenas da União Europeia e dos Estados Unidos. O crescimento foi impulsionado por um mês de dezembro atípico, que registrou a exportação de 137,8 mil toneladas. Esse volume mensal foi 25,8% superior ao aferido no mesmo período de 2024, quando os embarques totalizaram 109,5 mil toneladas.

No balanço financeiro, a valorização do produto no mercado externo elevou significativamente o faturamento das agroindústrias nacionais. A receita total das exportações em 2025 atingiu US$ 3,619 bilhões, montante 19,3% acima dos US$ 3,033 bilhões obtidos no ano retrasado. Somente em dezembro, as vendas externas geraram US$ 324,5 milhões, o que representa um salto de 25,6% frente ao ano anterior.

O mapa de destinos da proteína brasileira passou por uma redistribuição importante ao longo de 2025. As Filipinas consolidaram a liderança como principal comprador, importando 392,9 mil toneladas, uma expansão de 54,5% sobre o volume de 2024. O movimento compensou a retração da China, que reduziu suas compras em 33%, fechando o ano com 159,2 mil toneladas.

Principal Destino Volume (Mil Toneladas) Variação Anual
Filipinas 392,9 +54,5%
China 159,2 -33%
Chile 118,6 +4,9%
Japão 114,4 +22,4%

A diversificação de mercados é apontada pela liderança do setor como o fator de estabilidade para os novos recordes. Além do crescimento nas Filipinas, o Japão e o Chile ganharam relevância no Top 5 de importadores. A estratégia de diminuir a dependência de um único player internacional permitiu ao Brasil manter o ritmo de crescimento mesmo diante das oscilações da demanda chinesa.

“Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação, o que reduz riscos e amplia oportunidades”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A consolidação do país em mercados exigentes, como o japonês, reflete o avanço sanitário e a competitividade do sistema produtivo nacional. A abertura de novas plantas e a manutenção de status sanitários favoráveis em estados produtores foram determinantes para o fluxo positivo. O cenário atual estabelece uma base sólida para a manutenção dos volumes de embarques durante o primeiro trimestre de 2026.