Projeto une irrigação, energia solar e recuperação de mata ciliar
Publicado em 21/01/2026 08h00

Projeto une irrigação, energia solar e recuperação de mata ciliar

Em Águas da Prata (SP), um projeto de irrigação por gotejamento em 35 hectares de café e avocado eleva a produtividade e alia o cultivo à recuperação ambiental.
Por: Redação

A adoção de tecnologias de irrigação tem se mostrado um fator decisivo para a transformação da agricultura, permitindo ganhos de produtividade com o uso mais racional de recursos hídricos. Em propriedades com desafios climáticos e de relevo, soluções personalizadas são fundamentais para sistemas produtivos mais eficientes.

Em Águas da Prata, no interior de São Paulo, um projeto de irrigação por gotejamento implantado pela Netafim em uma área de 35 hectares impulsionou o cultivo de café arábica e avocado. A iniciativa reorganizou a produção da fazenda, que passou a gerenciar o uso da água de forma planejada após a escolha das culturas. O investimento abrangeu o sistema de irrigação, a geração de energia solar e a regularização da outorga hídrica.

Além dos avanços na produção, a propriedade desenvolveu ações de recuperação ambiental. No início do processo, foram identificadas áreas degradadas ao longo de um ribeirão, o que resultou em um projeto de restauração de mata ciliar. A ação contou com a participação de escolas municipais, unindo educação ambiental e recomposição de áreas sensíveis.

Do ponto de vista técnico, o sistema implementado apresenta um alto grau de customização para atender às necessidades da área. A solução combina uma dupla linha de gotejamento, fertirrigação automatizada e um manejo hídrico independente para as duas culturas.

A topografia acidentada da fazenda exigiu o uso de gotejadores autocompensados. Essa tecnologia garante uma distribuição uniforme de água e nutrientes em todo o talhão, independentemente das variações de relevo e pressão, assegurando que todas as plantas recebam a mesma quantidade de recursos.

A automação do sistema representa outro pilar de eficiência operacional. O controle dos setores, a filtragem da água e a diluição precisa dos fertilizantes são realizados de forma automatizada. Esse controle rigoroso permite que a aplicação de insumos seja feita com alta precisão, otimizando o aproveitamento pela plantação.