A adoção de práticas conservacionistas e sistemas de manejo integrados tem se consolidado como uma estratégia para aumentar a eficiência e a sustentabilidade na produção de cana-de-açúcar. A diversificação de cultivos, o uso de plantas de cobertura e a adubação verde promovem ganhos simultâneos em custos, qualidade do solo e produtividade.
Entre os métodos avaliados, a implantação de lavouras a partir de linhas-mãe para o fornecimento de mudas, associada ao cultivo de leguminosas, demonstra grande potencial. Esse modelo pode diminuir a necessidade de mudas e a dependência de operações mecanizadas, que representam uma parcela significativa dos custos de renovação dos canaviais.
Em alguns cenários, a aplicação desse sistema permitiu uma redução superior a 20% nos custos totais de plantio. O resultado foi impulsionado, principalmente, por uma queda de 56% no consumo de mudas. A prática também favorece a conservação da estrutura do solo e otimiza as operações agrícolas.
O uso de plantas de cobertura é outro pilar desses sistemas. As gramíneas se destacam pela elevada produção de palhada, que oferece uma proteção prolongada ao solo. As leguminosas, por sua vez, ampliam a disponibilidade de nutrientes por meio da fixação biológica de nitrogênio, diminuindo a necessidade de fertilizantes nitrogenados.
Quando cultivadas em consórcio, essas espécies promovem melhorias nos atributos físicos, químicos e biológicos do solo. Os benefícios diretos incluem maior retenção de água, aumento do teor de matéria orgânica e auxílio na redução da incidência de pragas e doenças de solo.
A análise integrada dessas práticas indica que a combinação entre a redução de custos de implantação, a melhoria contínua das condições do solo e o incremento de produtividade contribui para ampliar a competitividade da cana-de-açúcar.