Mercado da soja reage a câmbio e clima adverso
Publicado em 28/01/2026 06h55

Mercado da soja reage a câmbio e clima adverso

A alta da soja foi impulsionada pela valorização do petróleo.
Por: Leonardo Gottems

O mercado internacional da soja apresentou valorização ao longo do pregão, refletindo uma combinação de fatores cambiais, energéticos e climáticos que influenciaram as negociações. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa encerraram o dia em alta, sustentados principalmente pela perda de força do dólar e pelas preocupações com o clima na América do Sul.

O contrato de soja com vencimento em março avançou 0,52%, equivalente a 5,50 centavos de dólar por bushel, fechando a US$ 1.067,25. O vencimento de maio também registrou alta de 0,51%, com ganho de 5,50 centavos, encerrando a US$ 1.079,50 por bushel. No complexo soja, o farelo apresentou leve recuo no contrato março, com queda de 0,10% ou 0,3 dólar por tonelada curta, fechando a US$ 294,00. Já o óleo de soja teve desempenho positivo, com valorização de 0,96% ou 0,52 centavo de dólar por libra-peso, encerrando o dia a US$ 54,40.

A alta da soja foi impulsionada pela valorização do petróleo e pelo déficit hídrico persistente na Argentina, onde a continuidade da onda de calor aumenta as incertezas sobre o potencial produtivo das lavouras. A valorização do real frente ao dólar também contribuiu para o movimento, ao reduzir a competitividade do grão brasileiro no curto prazo. Apesar disso, o avanço da colheita no Brasil atuou como fator limitante para ganhos mais expressivos. De acordo com a Conab, os trabalhos alcançaram 6,6% da área, com destaque para os rendimentos observados em Mato Grosso, que vêm superando as expectativas iniciais.

No cenário comercial, o mercado acompanhou o retorno da China às compras no Brasil após o cumprimento da cota de 12 milhões de toneladas com os Estados Unidos, movimento que sinaliza a busca por preços mais competitivos na América do Sul e reforça a dinâmica de demanda no curto prazo.