"O Senar é o médico da terra": aposentado transforma prejuízo em lucro no MS
Publicado em 13/02/2026 16h55

"O Senar é o médico da terra": aposentado transforma prejuízo em lucro no MS

Após perder 700 pés de ponkan em um incêndio, o produtor João Landim reorganizou sua fazenda com o Senar/MS e hoje lucra com a diversificação de frutas.
Por: Redação

A trajetória do aposentado João Landim é um exemplo de resiliência e adaptação no agronegócio sul-mato-grossense. Após décadas dedicadas às salas de aula da rede pública, Landim decidiu que o seu novo propósito de vida estaria no campo. No entanto, o caminho entre a aposentadoria e o sucesso na fruticultura foi marcado por desafios severos, incluindo a desistência da pecuária leiteira e um incêndio devastador que consumiu sua primeira grande aposta agrícola.

Localizada na zona rural de Campo Grande, a propriedade de João começou focada no leite, atividade que logo se mostrou inviável devido à escassez de mão de obra e às margens financeiras apertadas. Ao migrar para a fruticultura, ele plantou 700 pés de mexerica ponkan. No ano em que colheria a primeira safra, um incêndio florestal destruiu quase toda a lavoura. O que parecia o fim de um sonho tornou-se o gatilho para uma reestruturação profissional com o apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS.

Essa é a história do Transformando Vidas de hoje, confira:

Com a orientação de especialistas, o produtor não apenas recuperou o ânimo, mas aprendeu a otimizar os recursos que restaram. “Quando você vê que está precisando de orientação, tem que procurar um especialista, como um agrônomo. Quem possibilita isso para mim é o Senar”, afirma o produtor, que hoje enxerga a instituição como o "médico" necessário para o sucesso da terra.

DO PREJUÍZO AO LUCRO

  • Perda inicial: 700 pés de ponkan consumidos pelo fogo.

  • Estratégia: Reaproveitamento da irrigação instalada para o plantio de mamão.

  • Resultado: O mamão atual já cobre as despesas deixadas pela cultura perdida.

O "Mosaico" da fruticultura

A grande virada na propriedade ocorreu quando a ATeG ajudou Landim a diversificar sua produção. Em vez de depender de uma única cultura, a fazenda transformou-se em um verdadeiro mosaico produtivo. Atualmente, a área conta com plantios de mamão, goiaba, limão, caju, café, abacaxi e manga. Há, inclusive, planos avançados para a introdução do caqui e a expansão do cafezal.

O mamão foi a escolha estratégica para aproveitar a estrutura de adubação e irrigação que sobreviveu ao incêndio. A produtividade da fruta superou as expectativas e tornou-se o pilar financeiro da recuperação. Além disso, o manejo correto do limão já garante que a cultura cubra seus próprios custos e gere lucro líquido para o produtor, algo impensável no período de incertezas pós-sinistro.

A assistência técnica foi fundamental para ajustar processos que antes eram feitos de forma empírica. Mudanças no manejo de podas da goiaba, por exemplo, projetam um aumento significativo na próxima colheita. João Landim resume a importância do conhecimento técnico com uma metáfora do campo: “Se você não tiver orientação, você vai dar com o burro na água”.

Tecnologia e confiança no especialista

A transição de João Landim reflete uma tendência observada em Mato Grosso do Sul: a profissionalização de pequenas propriedades através da inteligência de dados e manejo de precisão. O Senar/MS atua como a ponte entre o conhecimento acadêmico e a prática no campo, permitindo que produtores familiares tenham acesso às mesmas tecnologias de gestão utilizadas em grandes latifúndios.

O sucesso na fruticultura diversificada exige um acompanhamento rigoroso do solo e das pragas. Para o ex-professor, acreditar no agrônomo e na instituição foi o diferencial para não abandonar o meio rural. A segurança transmitida pela ATeG permitiu que ele investisse em novas culturas com a certeza de que cada muda plantada segue um critério técnico de viabilidade econômica.

DIVERSIFICAÇÃO PRODUTIVA A fazenda hoje produz: Mamão, Goiaba, Limão, Caju, Café, Abacaxi e Manga. O próximo passo é a introdução do Caqui.

Hoje, a lida no campo não é apenas uma ocupação para a aposentadoria, mas uma empresa rural lucrativa. João Landim encontrou na fruticultura a segurança para continuar renovando sua história, provando que, com apoio técnico, é possível transformar cinzas em uma colheita farta e diversificada. A paixão pela terra, agora aliada à técnica, garante que a propriedade em Campo Grande continue sendo um exemplo de produtividade para a região.

O apoio técnico do Senar/MS foi o fator decisivo para manter o produtor João Landim na atividade rural após o incêndio florestal de sua lavoura.