Superávit histórico: Agro brasileiro exporta US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre de 2026
Publicado em 17/04/2026 11h48

Superávit histórico: Agro brasileiro exporta US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre de 2026

O agronegócio brasileiro atingiu um recorde histórico no primeiro trimestre de 2026, com exportações de US$ 38,1 bilhões e um superávit de US$ 33 bilhões, consolidando o setor como pilar da economia nacional.
Por: Wisley Torales

O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com um fôlego impressionante, reafirmando sua posição de liderança na balança comercial do país. De acordo com dados analisados por Ricardo Leite, superintendente do Banco Safra, o setor movimentou US$ 38,1 bilhões em vendas externas apenas nos primeiros três meses do ano. O resultado gerou um superávit comercial de US$ 33 bilhões, o maior montante já registrado para o período entre janeiro e março na história.

A força do setor ficou evidente no mês de março, quando as exportações agropecuárias somaram US$ 15,4 bilhões, o que representa 48,8% de tudo o que o Brasil exportou no mês. Esse desempenho é sustentado por uma mudança na dinâmica de competitividade: enquanto o preço médio dos produtos recuou 2,8%, o volume exportado saltou 3,8%. Isso demonstra que o Brasil está vencendo pela eficiência, escala produtiva e melhoria logística, conseguindo entregar grandes volumes mesmo em cenários de preços internacionais mais baixos.

No topo da lista de produtos mais vendidos, o complexo soja segue imbatível, gerando US$ 12,13 bilhões em receita no trimestre. Logo atrás, as proteínas animais (carne bovina, suína e de frango) registraram US$ 8,12 bilhões, evidenciando a diversificação da pauta exportadora brasileira.

DESTINOS ESTRATÉGICOS A China permanece como o principal parceiro comercial, absorvendo US$ 11,33 bilhões (29,8% do total). No entanto, mercados emergentes e estratégicos como Índia, Filipinas, México e Turquia ganharam relevância, ajudando a pulverizar o risco e expandir as vendas brasileiras.

Para especialistas, o diferencial do agro em 2026 vai além das commodities básicas. O país consolidou sua imagem como um fornecedor confiável e capaz de atender a critérios exigentes de sustentabilidade e consistência de entrega. Com a infraestrutura logística em constante evolução, o setor amplia sua relevância estratégica, garantindo não apenas divisas para o Brasil, mas segurança alimentar para diversos países ao redor do globo.