O mercado internacional de milho encerrou o dia em queda, pressionado por fatores climáticos favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e por dados de exportação abaixo do esperado. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago recuaram pelo quinto pregão consecutivo, mantendo o tom negativo observado nas últimas sessões.
No fechamento do dia, a cotação para julho em Chicago terminou em baixa de 1,62%, equivalente a 7,00 cents por bushel, negociada a US$ 424,50. O contrato para setembro também recuou, com perda de 1,70%, ou 7,50 cents por bushel, encerrando a US$ 432,75.
A principal pressão sobre os preços veio do clima nos Estados Unidos. As chuvas avançaram das Grandes Planícies Centrais em direção a Iowa, reforçando a percepção de condições favoráveis para as lavouras. Esse cenário reduziu o apetite comprador e manteve os futuros do cereal sob influência negativa na CBOT.
Outro ponto de atenção foi o desempenho das vendas semanais de exportação. Para a safra antiga, o volume somou 883,30 mil toneladas, ficando na extremidade inferior das expectativas do mercado. Já para a safra nova, as vendas alcançaram 243,70 mil toneladas. Apesar disso, no balanço diário, o USDA confirmou a venda de 115 mil toneladas da safra 2026/2027 para a Colômbia.
Na América do Sul, o avanço da colheita na Argentina também entrou no radar do mercado. A colheita comercial atingiu 40,6% da área, com produtividade média de 82,7 quintais por hectare. Com esse desempenho, a Bolsa de Buenos Aires manteve sua estimativa de produção em 64 milhões de toneladas.