Soja recua com clima favorável e exportações fracas
Publicado em 23/06/2026 06h54

Soja recua com clima favorável e exportações fracas

Em Mato Grosso do Sul, as praças ficaram estáveis.
Por: Leonardo Gottems

O mercado da soja encerrou a segunda-feira sob pressão em Chicago, enquanto as cotações físicas no Brasil mostraram comportamento misto entre as principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho caiu 0,62%, para US$ 11,1575 por bushel, e o de agosto recuou 0,51%, a US$ 11,2250, refletindo o clima favorável no Cinturão produtor dos Estados Unidos e o fraco desempenho das inspeções semanais de exportação.

Os embarques recuaram 54,8% ante a semana anterior e ficaram abaixo do piso das estimativas do mercado. O farelo de soja também fechou em baixa, enquanto o óleo avançou 2,09%, em recuperação parcial após perdas recentes e diante da queda do petróleo no mercado internacional. Após o fechamento, o USDA manteve em 66% a parcela das lavouras americanas avaliadas como boas ou excelentes, com 93% da área emergida e 9% em floração.

No Brasil, a Abiove elevou para 63 milhões de toneladas a projeção de esmagamento em 2026. A primeira estimativa para a safra 2026/27 apontou área recorde de 49,006 milhões de hectares, alta de 0,9%, o menor ritmo de expansão em duas décadas. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande subiu 0,76%, para R$ 133 por saca, enquanto o interior registrou preços entre R$ 125,50 e R$ 128.

Em Santa Catarina, o porto de São Francisco foi cotado a R$ 131, com alta de 0,77%. No Paraná, Paranaguá ficou em R$ 134, e as exportações do complexo soja somaram 6,72 milhões de toneladas até maio, avanço anual de 8%. Em Mato Grosso do Sul, as praças ficaram estáveis a firmes, com destaque para Chapadão do Sul, a R$ 115,61. Já em Mato Grosso, a safra de soja foi consolidada em recorde de 51,56 milhões de toneladas, enquanto o avanço da colheita do milho elevou a pressão sobre a capacidade de armazenagem.