A rebeldia de fazer o certo!
Publicado em 23/06/2026 11h21

A rebeldia de fazer o certo!

Quando a esperteza vira regra, a ética vira exceção e, o futuro sustentável, fica só no PowerPoint.
Por: Kátya Desessards

Por que fazer o certo é (sempre) ser...O Chato?!

No país onde seguir regras é visto como chatice, talvez a verdadeira rebeldia seja simplesmente cumprir a lei.

Fui instigada por amigos e leitores a dar minha opinião sobre um assunto bastante sensível. Escrever sobre o mal que a ‘cultura do jeitinho’ ou da omissão do... ‘deixa prá lá’ ou da ‘não responsabilização’... tem causado no âmago da nossa sociedade. Este, sempre foi um tema que vinha me corroendo há anos; desde final dos anos 90, quando ainda era uma jornalista iniciante (uma ‘foca’) na extinta Gazeta Mercantil - o melhor jornal de economia da América Latina. Sem dúvidas. (Que baita escola de jornalismo). Mas isso é passado, infelizmente.

Escrever sobre o ‘jeitinho brasileiro’,  sobre esse 'DNA' que escondemos em metáforas, adjetivos e explicações que buscam amenizá-lo. Era um assunto que vinha forte na minha mente, mas não pensava abordar  agora...

 Mas,  o Leitor é “Rei”, (isso é LEI nesta coluna); e não pude (resistir) e ‘deixar pra lá’ tantas indagações, perguntas e histórias enviadas.

Parei tudo, e fui pesquisar as conexões e cenários...  Mas, não espere pelo óbvio!

O ESG – Environmental (Ambiental), Social e Governance (Governança) promete ambientes mais limpos, despoluídos, sociedades mais justas e solidárias e empresas mais responsáveis e participativas; e os três  sendo inclusivos e com relações éticas.

No nosso dia a dia, isso se traduz... desde a coleta de lixo seletiva na vizinhança, adoção de políticas de diversidade nas organizações até serviços públicos com qualidade real. 

A questão é que tudo sempre é possível! Se aplicado com sinceridade e ética, o ESG melhora a qualidade de vida de todos, gera oportunidades de inclusão e impulsiona o nascimento de novos negócios. E, assim, fortalece a confiança na economia.

Tem uma lógica para que tenhamos esse 'traço'. Por exemplo: a médica psiquiatra brasileira, Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, escritora e membro da Academia de Ciências de Nova York (EUA), aborda de forma 'cirúrgica' – nos seus estudos - essa conexão do comportamento humano com o pilar da sustentabilidade. Ela traz uma reflexão que casa - perfeitamente - com o nosso cenário organizacional: "Sustentabilidade envolve diminuir o plástico, a poluição e a emissão de carbono, mas também abrange o comportamento humano, como não consumir mais do que o necessário e tratar as pessoas bem".

Mas, dentro desse cenário, sempre há muitas ‘camadas’ de... Se fosse feito da forma certa!”

Tudo começa com o nosso traço cultural mais célere: O “jeitinho brasileiro” e a cultura de descumprimento de leis e normas... como 'regra comum'... É uma aceitação social real!

Fiquei inspirada! E fui buscar mais informações e encontrei uma série de pesquisas  realizadas sobre vários aspectos desse tema e, confesso, fiquei triste e incomodada. Refleti e reparei que, talvez, já tenha passado por situações que possa ter ignorado os sinais ou não tenha entendido estar incorrendo em erro. E isso me deixou MUITO triste. E ao mesmo tempo, entendi que quando uma cultura é tão enraizada, muitas das coisas que entendemos ser errado, no cotidiano, podemos passar por elas sem perceber e acabamos errando...ou PIOR, aceitando como normal.

Tenho clareza que, mesmo tendo essa lucidez, isso não retira os Erros da minha conta e nem da sua também. Entender nos imputa maior responsabilidade sobre nossos Atos.

Nas pesquisas que analisei (entre 2022 e 2024), não imaginei que os números seriam tão - negativamente - altos.

No Brasil, boa parte da população reconhece que as leis existem, mas não as segue com regularidade. Isto é, no mínimo, constrangedor. Na pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, mostrou que 43,22% dos entrevistados acreditam que as pessoas raramente obedecem às leis, e outros 12,22% afirmam que elas nunca são cumpridas.

Noutro levantamento, feito pela Datafolha, em 2022, mas em âmbito nacional, revelou que 80% dos brasileiros consideram fácil desobedecer a normas. Esses números escancaram um problema de coesão social e confiança interpessoal que impacta diretamente na aplicação prática do ESG.

Lembram, em artigos anteriores, falei muito sobre o termômetro da ÉTICA !?!?  Então, os dados destas pesquisas  evidenciam – claramente - uma régua moral e ética 'flutuante'...   🥺 🫣 😶

Vivemos uma Dicotomia Social onde se ouve muito isso: “Cara, você quer fazer tudo certinho! Você é muito “chato”!

Já ouviu isso ou já falou essa frase!? Vamos ser honestos. Sim!!

Quem paga multa, respeita fila ou devolve troco certo, tem a reputação de “chato” ou “bobo”. Assim, como quem atravessa a rua na faixa de segurança ou quem espera sua vez de ser atendido no supermercado.

Isso contrasta, ao mesmo tempo com quem dribla regras — mesmo que, em alguns casos, sem intenção de prejudicar terceiros — é visto como habilidoso e esperto... Esses adjetivos parecem apenas história, mas não temos como ignorar. É uma realidade comum no Brasil de Norte a Sul de Leste a Oeste.

Essa inversão de valores mina a credibilidade das leis e reforça a percepção de que ESG é apenas “mais um conjunto de regras” para enfeitar relatórios, e não um guia de conduta real, plausível e necessário. Mas, pode piorar!

Essas inversões de valores vão ainda mais fundo nas relações entre pessoas. Hoje, estamos com muitos ‘focos de incêndios’...

E os conflitos entre gerações no mercado de trabalho é um desses ‘incêndios: As empresas relatam dificuldades recorrentes para lidar com expectativas distintas de gerações; o que agrava e aumenta o ‘jeitinho brasileiro de ser’... são essas diferenças de entendimento do que são Princípios e Ética.

O estudo feito pela Fundação Dom Cabral (FDC), em 2023, apontou que 51,6% dos empregadores têm barreiras no convívio. Os estereótipos ‘saltam’ dos dois lados: jovens são tachados de “mimimi” e impacientes, enquanto veteranos são descritos como inflexíveis e ultrapassados. Mas, este cenário não reflete a verdade dos fatos exatamente. O nível alto de Turnover voluntário ou involuntário, está há 15 anos mega alto como nunca se viu.

Na análise de dados entre os profissionais maduros, tem havido aumento de Vagas para 50+ e 60+.

Daí lhe pergunto: Isso é reflexo ou solução?

FATO. Enquanto o discurso contra o “baixo comprometimento” de profissionais abaixo dos 30 anos se fortalece na percepção e na ação direta de empresários (de grandes, pequenos negócios e startups), surgem com a mesma velocidade oportunidades para quem tem mais experiência. Empresas abrem vagas - em várias funções para os 50+ e 60+ anos, apostando na estabilidade e no know-how de quem já enfrentou crises e mudanças tecnológicas.

Mas será um plano estratégico de ESG para valorizar diversidade etária ou apenas reação a um clichê geracional? Preciso fazer esse questionamento, mesmo ‘gostando’ dessa reviravolta do mercado que está cansando da postura “Tanto-Faz”, “Tô-nem-aí”, “Muitas-regras-não-gosto” ou “Não gosto de falar com pessoas”.

 Oi!!?? Um verdadeiro ‘circo’ de intolerância de quem levanta bandeiras para exigir direitos. E não ouse discordar...

E a frase que mais me incomoda...“Não-gosto-de-ser-cobrado”...

É um festival de personas ‘Sem Noção’ da realidade e sem vontade de assumir compromissos ou de seguir regras básicas de convivência. Claro que todo o cenário tem suas exceções. Nem todo jovem é assim e, de um modo geral, os que vivem em cidades do interior sofrem muito menos com esse ‘vírus’ do  ‘desapego’ aos compromissos da Vida Adulta. Mas sempre tudo tem uma explicação e, neste caso, científica...

Neurociência entra em cena para a compreensão do Ser Biológico!

Para entender por que seguimos  burlando regras, ou somos intolerantes a elas, o ESG precisa dialogar com a biologia do comportamento. O neurobusiness combina estudos de comportamento, cognição e conhecimento aprofundado do funcionamento da nossa biologia, para se compreender com exatidão (ou perto disso) como acontece a Tomada de Decisão e as Escolhas...

E, assim, desvendar a mente de colaboradores e consumidores.

O domínio desse conhecimento é fundamental para entender gatilhos emocionais, sistemas de recompensa e mecanismos de aversão ao risco é tão crucial quanto cumprir metas ambientais e de vendas. E por quê? Quando aprofundamos a ciência da nossa mente, entendemos que o nosso agir é governado por fatores internos muito bem definidos e espelhado com fatores externos variáveis.

Nas redes sociais, a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, sempre inspiradora (sigo e adoro), fala muito sobre entender a Personalidade: Temperamento e Caráter". Segundo ela, a personalidade de cada indivíduo é composta por cerca de 50 a 60% de herança genética (o temperamento) e aproximadamente 40 a 50% de aprendizado prático e transmissão cultural (o caráter). E, principalmente, a geração Z após 2 anos de pandemia precisa aprender habilidades sociais urgentemente...  Veja uma análise dela, CLICK AQUI e assista.

Em suma, a nossa biologia nos dá a base hereditária, mas a equação: ambiente social (ou a falta dele) + ensinamentos lúdicos (escola, faculdade etc.); moldam o caráter e ditam se usaremos caminhos éticos ou atalhos viciosos no cotidiano.

Quando cursei o MBA em neurobusiness, descobri como sabemos MUITO POUCO, sobre o Ser Biológico que somos! Tive muitos professores/pesquisadores de muita relevância que trouxeram cenários de que tudo sempre passa por PESSOAS. Na verdade, os problemas e as soluções acontecem primeiro DENTRO DAS PESSOAS, depois são externados.

 E quando penso que o sucesso do ESG precisa estar alinhado a essa lógica pareceu-me óbvio.

Mas deparei-me (óbvio) com o cenário onde isso... NÃO É ÓBVIO.

Dentre os professores que tive vou destacar dois: o professor Pedro Camargo, de São Paulo/SP, pioneiro do Neuromarketing no Brasil, defende que as decisões humanas nascem da interação entre instintos primários e contextos sociais. Autor do Livro ‘Neuromarketing: Decodificando a mente do Consumidor’, ele mostra como hormônios como dopamina e cortisol influenciam a motivação para cumprir ou burlar normas.

Prof.º Pedro fala da importância da “biologia do comportamento do consumidor”, que relaciona etologia, psicologia evolucionista e antropologia para explicar por que indivíduos valorizam atalhos (o “jeitinho”) em vez da conformidade. E pensando nas reflexões do prof. Pedro, entendo que aplicar esses conceitos no ESG significa construir narrativas que alinhem valores corporativos aos sistemas de recompensa do cérebro, garantindo engajamento real e sustentável. Assim, dentro dessa lógica, aplicar esses conhecimentos, não só faz todo sentido, como, por si só, já indica muitas soluções na implementação ou ampliação do ESG.

Outro prof. com igual profundidade na minha escalada como mentora é Fernando Pianaro, de Curitiba/PR, Pós-Doutor em Business Administration, e professor-Orientador na Florida Christian University/USA, que me honra por ser meu amigo. Nas suas aulas, Pianaro, falava que nosso cérebro responde melhor a estímulos emocionais e significativos. Ou seja, líderes que comunicam com empatia e propósito ativam áreas cerebrais ligadas à confiança e cooperação.

E por que isso?? Simples, a motivação está diretamente ligada à dopamina, neurotransmissor que regula o prazer e a expectativa. Quando colaboradores/clientes/parceiros de negócio sentem que fazem parte de algo maior, seu engajamento aumenta. Bom, isso é o que – de um modo geral – acontece...

Por essa razão trouxe esse ‘LAMPEJO’ de neurociência para explicar atitudes...

Exemplos práticos de Personas “boas” fazendo “coisas ruins”:

- Um motorista prudente que acelera acima do limite para não se atrasar no trabalho, arriscando pedestres.

- Um cidadão que faz doações a ONG respeitável, mas omite receitas para escapar do imposto de renda.

- Funcionários que criticam corrupção, porém repassam dados sensíveis sem autorização para agilizar projetos.

E isso, não é debatido hoje só porque ESG está 'na moda'... Há mais de 10 anos isso está na pauta diária.

E, para ilustrar de forma ainda mais palpável como essas pequenas infrações corroem o tecido social nas empresas no dia a dia, a Controladoria-Geral da União (CGU) lançou, em 2013, (há 13 anos e ESG nem era 'moda' ainda)... a campanha pública chamada:  "Pequenas Corrupções – Diga Não"; criada para promover uma reflexão nacional sobre atitudes antiéticas cotidianas do brasileiro comum: ou seja – sobre Nós! A campanha listou pequenos atos cotidianos desonestos que ferem, frontalmente, os princípios da integridade. Veja alguns cenários trazidos:

- Aceitar ou reter troco errado ao perceber que o operador de caixa entregou um valor maior por engano.

- Bater o ponto eletrônico de um colega de trabalho que se atrasou, tentando blindá-lo de advertências da liderança.

- Furar filas de atendimento ou usar credenciais de estacionamento prioritário de idosos sem estar acompanhado do beneficiário.

- Instalar sistemas de sinal de TV a cabo pirata ("gato") em residências para burlar taxas contratuais básicas.

- Falsificar atestados médicos ou assinaturas para justificar faltas injustificadas ou agilizar processos internos de liberação de recursos.

Cada um desses Casos (que foram reais) mostra como intenções positivas perdem validade quando atropelam normas de convivência, esbarrando no ‘esquecimento’ da ética. Parecem sem perigo, mas... de grão em grão, o mal toma forma onde, quase sempre, não tem como voltar atrás.

E, recentemente, entre 2025 e 2026, novas análises reforçaram ainda mais o peso do “jeitinho” na vida social e econômica do Brasil. Um estudo da PUC-Rio com estudantes intercambistas europeus – publicado na Revista Aracê, mostrou que até estrangeiros percebem o “jeitinho” como uma estratégia social peculiar, associada tanto à criatividade quanto à quebra de normas.

Já uma pesquisa publicada na Revista Debates Psiquiátricos (2025) apontou que o “jeitinho” pode até influenciar diagnósticos em saúde mental, criando uma “hipótese da prevalência inflada” — ou seja, comportamentos cotidianos passam a ser vistos como patológicos em excesso, justamente pela flexibilidade cultural em relação às normas. CLICK AQUI e leia o estudo na íntegra.

E, este ano, no campo corporativo, o Panorama ESG Brasil 2026 da Amcham em parceria com a Humanizadas, revelou que 87% das empresas afirmam atuar em sustentabilidade, mas apenas 34% conseguem demonstrar retorno financeiro estruturado. Ou seja, há um “gap” de 40 pontos entre discurso e prática, mostrando que o ESG ainda é visto como custo e não como investimento. Além disso, o Reporting Matters Brasil 2025 (CEBDS) mostrou que 84% dos relatórios de sustentabilidade já passam por auditoria externa, mas apenas 65% das empresas declararam compromissos Net Zero. CLICK AQUI e acesse o relatório completo da pesquisa.

Exemplos reais de “jeitinho” no nosso dia-a-dia:

- Startups em São Paulo: improvisando soluções para driblar burocracias de registro, criando atalhos informais para acelerar operações. 

- Comunidades no Nordeste: adaptando sistemas caseiros para lidar com falta d’água e energia elétrica, mostrando criatividade, mas também a ausência de políticas públicas eficazes. 

- Moradores de bairros periféricos: organizando transporte coletivo informal para suprir falhas do sistema público. 

- Empresários influentes: usando contatos para obter contratos sem licitação, perpetuando desigualdades pelo mesmo mecanismo que, em outros contextos, garante inclusão a quem não tem acesso. 

E, para fechar esse ciclo de análises e ponderações sobre 'Quem Somos’, ‘Por que Somos’ e ‘Como lidar com essa 'herança' do Jeitinho Brasileiro; trago duas frases (falas de ponderações) do psicanalista e professor da USP, Christian Ingo Lenz Dunker, que estuda o tema há anos e faz reflexões que se encaixam neste debate:

1. “O jeitinho é uma forma de lidar com a falta, mas também um modo de negar o conflito. Ele pode ser criativo, mas quando vira regra, corrói a confiança social.”

2. “Nunca se falou tanto em traumas, limites e ansiedade. O jeitinho, nesse contexto, é quase um anestésico cultural: evita a dor imediata, mas posterga a solução real.”

Essas falas reforçam que o “jeitinho” não é apenas uma questão ética ou econômica, mas também, psicológica e cultural do brasileiro.

Além das práticas já listadas, novas recomendações surgem de relatórios mais recentes:

Trago alguns caminhos (já conhecidos, mas – às vezes – esquecidos) para aplicar ESG... seguindo a lógica do Ser Biológico...que somos! E para reeducar nosso ‘jeitinho brasileiro’ (que anda um tanto peralta D+):

1. Humanizar regras: comunicar leis internas com base em impactos no time e na comunidade 360°. (Essas informações precisam estar sempre muito à vista de todos)

2. Educação continuada Por e Com PROPÓSITO: workshops de Neurociência e Inovação  para líderes entenderem como motivar, como conduzir conformidade e assegurar bem-estar. (Traga claramente os porquês os funcionários estão aprendendo aquilo e qual a expectativa da empresa)

3. Mentoria intergeracional: criar duplas de jovens e veteranos para trocar competências e quebrar estereótipos. (Não tente criar as duplas, incentive que eles se escolham. Essa é uma maneira de tornar essas experiências mais leves)

4. Medição de confiança: faça pesquisas internas regulares para mapear a percepção de justiça e transparência. (Importante que a identidade dos funcionários não seja possível ser acessada, e torne esse detalhe muito bem comunicado. Assim, os resultados das Pesquisas serão REAIS)

Caminhos adicionais para fortalecer o ESG como processo... OBRIGATÓRIO e saudável dentro de qualquer empresa, de qualquer tamanho e de qualquer setor:

- Auditoria externa obrigatória - para relatórios ESG, garantindo credibilidade e transparência. 

- Integração da biodiversidade - como prioridade estratégica, já que apenas 8% das empresas brasileiras a consideram relevante em 2026, mesmo sendo um ativo global do país. 

- Educação em saúde mental corporativa - para reduzir o impacto do “jeitinho” como modulador de diagnósticos e comportamentos. 

A prática diária dessas iniciativas transforma o ESG de texto de política no Papel para Ser uma Cultura Viva, renovável e integrada as pessoas e sistemas.

Busque entender e refletir... de verdade!

1º - O desafio de extirparmos o ‘Jeitinho’ é cultural e exige diálogo constante e ‘Modo Alerta’ diário.

2º - É na troca de experiências, na coerência entre discurso e ação, e na compreensão de que cada cérebro tem sua história, que o ESG se torna força motriz de transformação e não um incômodo regulatório.

Infelizmente (ou felizmente) não existe Perfeição...  Imagine tudo ‘perfeitinho e arrumadinho’... Que Chato Seria!  Sem a emoção de um ‘probleminha’ para se resolver !!! 😉

E deixo com você, uma frase do poeta Carlos Drummond de Andrade que se encaixa bem na ironia e a profundidade deste tema:

“No meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento.” 

Afinal, o “jeitinho” é essa pedra cultural que insiste em estar no meio do caminho da vida do brasileiro — e cabe a nós, decidir se vamos tropeçar nela ou aprender a construir pontes por cima dela. 😉

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KÁTYA DESESSARDS | Conselheira e Mentora em ESG e Comunicação Estratégica. Integra o Institute On Life e a Consultoria Vantwork - Co-Autora no livro: Gestão! Como Evoluir em uma Nova Realidade?   Experiência de 28 anos em diversos setores do mercado.  |  Quer Saber Mais?  CLICK AQUI

 

Dúvidas & Sugestões  sobre ESG:  katya.desessards@instituteon.life