Oferta elevada mantém mercado de milho travado
Publicado em 06/07/2026 08h33

Oferta elevada mantém mercado de milho travado

No mercado físico, a colheita da safrinha mantém os negócios travados.
Por: Leonardo Gottems

O mercado brasileiro de milho encerrou a sexta-feira com perdas nos contratos futuros e desempenho misto no acumulado da semana. Segundo a TF Agroeconômica, a ausência da referência de Chicago por causa do feriado nos Estados Unidos e a queda do dólar aumentaram a pressão sobre as cotações na B3.

No mercado físico, a colheita da safrinha mantém os negócios travados e limita oscilações mais amplas. Parte dos produtores segura o cereal nos armazéns em busca de melhores oportunidades, enquanto a indústria atua com cautela diante das dúvidas sobre o potencial de consumo do etanol e das exportações. Nesse ambiente, julho de 2026 fechou a R$ 64,40, queda diária de R$ 0,42 e alta semanal de R$ 0,11. Setembro terminou em R$ 67,00, com recuos de R$ 0,99 no dia e R$ 0,96 na semana, enquanto novembro encerrou a R$ 70,50, baixa de R$ 0,60 na sessão e de R$ 0,50 no período semanal.

No Rio Grande do Sul, compradores abastecidos e oferta confortável mantiveram a liquidez baixa, com indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca e média estadual de R$ 59,08. A colheita foi concluída, restando apenas áreas pontuais mantidas em campo. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidas próximas de R$ 65,00 e ofertas ao redor de R$ 60,00 continuou restringindo os negócios.

No Paraná, as referências ficaram perto de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda permaneceu em torno de R$ 55,00 CIF. A colheita da segunda safra chegou a 5% da área, e os efeitos das geadas foram considerados pontuais. Em Mato Grosso do Sul, as cotações variaram de R$ 48,67 a R$ 50,20 por saca. A demanda da bioenergia ajudou a sustentar o mercado regional, mas não alterou o ritmo moderado das negociações, ainda concentradas em compras imediatas.