O mercado da soja iniciou a semana com valorização em Chicago e comportamento firme em importantes regiões produtoras do Brasil, enquanto a pressão sobre a capacidade de armazenagem ganhou destaque em diferentes estados. Segundo a TF Agroeconômica, os preços foram sustentados por fatores climáticos, demanda internacional, petróleo em alta e movimentações do câmbio, ao mesmo tempo em que o avanço das safras de milho aumentou a disputa por espaço nos silos.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de soja para julho avançou 0,46%, para US$ 12,02 por bushel, enquanto agosto subiu 0,42%, a US$ 11,9675. O óleo de soja teve alta de 3,35%, favorecido pelo petróleo próximo de US$ 83 por barril. A previsão de seca persistente no Meio-Oeste dos Estados Unidos também deu suporte às cotações. Pelo lado da demanda, foi confirmada uma venda de 136 mil toneladas da safra 2026/27 para a China.
No Brasil, o Rio Grande do Sul registrou firmeza nas cotações, com produtores aproveitando a valorização cambial para novos negócios. A preocupação recai sobre a capacidade dos silos diante da chegada das safras de inverno e do milho safrinha. Em Santa Catarina, os preços avançaram em cooperativas, enquanto a limitação de armazenagem segue exigindo atenção.
No Paraná, os indicadores estaduais subiram, mas o avanço do milho safrinha amplia a pressão sobre os armazéns. Em Mato Grosso do Sul, o déficit superior a 12,4 milhões de toneladas reduz o poder de retenção dos produtores. Já em Mato Grosso, a projeção de uma safrinha recorde de 57,06 milhões de toneladas acirra a concorrência por espaço com os estoques de soja e acelera vendas e escoamento.