O mercado brasileiro de soja apresentou movimentos distintos nesta terça-feira, com estabilidade no Sul, recuos pontuais em Mato Grosso do Sul e forte valorização em Mato Grosso. Segundo a TF Agroeconômica, a comercialização segue cautelosa em várias regiões, influenciada por custos logísticos, armazenagem e oscilações externas.
No Rio Grande do Sul, os preços permaneceram estáveis, com produtores limitando negócios no mercado disponível enquanto acompanham câmbio, cotações internacionais e despesas da próxima safra. Ijuí e Cruz Alta registraram R$ 141,00 por saca, Passo Fundo e Santa Rosa, R$ 142,00, e o porto de Rio Grande, R$ 148,00. Em Santa Catarina, a estabilidade também predominou, enquanto o setor monitora a possibilidade de La Niña e seus efeitos sobre as chuvas no próximo ciclo. São Francisco do Sul marcou R$ 147,00.
No Paraná, as cotações mostraram firmeza no interior e leve retração em Paranaguá. Cascavel ficou em R$ 136,00, Maringá em R$ 138,00, Ponta Grossa em R$ 140,00 e o porto em R$ 147,00. As cooperativas, responsáveis por 64% da produção estadual de grãos, seguem relevantes no suporte à armazenagem, mas o frete mais caro reduz parte dos ganhos.
Em Mato Grosso do Sul, a entrada do milho safrinha aumenta a disputa por espaço nos silos e pressiona parte dos estoques de soja. Campo Grande ficou em R$ 129,00, Chapadão do Sul e Sidrolândia em R$ 125,00. Já em Mato Grosso, a soja superou R$ 120,00 por saca e alcançou a maior alta semanal para o período desde 2021. A média estadual chegou a R$ 121,68, apoiada pelo recorde de 7,02 milhões de toneladas processadas no primeiro semestre. Em contrapartida, novos pedágios na BR-364 elevaram o custo do frete ao Arco Norte entre R$ 3,00 e R$ 4,00 por saca.