
A comercialização de insumos agropecuários atingiu a marca de R$ 171 bilhões no consolidado de 2025, integrando a venda de produtos agrícolas, a negociação de grãos e o comércio de maquinários. Os dados constam na 11ª Pesquisa Nacional da Distribuição, elaborada pela Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP). O levantamento foi apresentado nesta quinta-feira (13 de agosto de 2026) durante o encerramento do Congresso Andav 2026, organizado pela Zest Eventos em São Paulo.
A divisão da receita demonstra a diversificação das operações mantidas pelos canais de venda. Do montante total movimentado pelo segmento, a comercialização direta de insumos respondeu por R$ 105 bilhões. As operações de comercialização e originação de grãos geraram R$ 43 bilhões, enquanto o comércio de máquinas, prestação de serviços e outras atividades operacionais somaram R$ 23 bilhões.
Participação no abastecimento: Os distribuidores de insumos funcionam como ponte direta para o produtor rural, sendo responsáveis pelo fornecimento de 47% de todos os insumos consumidos nas propriedades do país.
O presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, apontou que quase metade de todo o volume de insumos consumido nas lavouras e pastagens brasileiras passa pelas empresas de distribuição. Essa capilaridade posiciona as revendas como agentes estratégicos no suporte técnico e logístico ao campo. O coordenador técnico do Cepea-Esalq/USP, Thiago Bernardino, ressaltou que a construção da metodologia envolveu equipes multidisciplinares para garantir a precisão dos indicadores apresentados.
A cultura da soja permaneceu na liderança absoluta entre as cadeias produtivas atendidas pelas empresas distribuidoras, absorvendo 43% de toda a atuação do setor. O cultivo do milho ocupou a segunda posição na demanda por produtos e serviços, representando 20% das movimentações comerciais das revendas brasileiras.
No detalhamento da venda de insumos agrícolas, a categoria de defensivos químicos registrou a maior representatividade econômica, sendo responsável por 43% do faturamento da comercialização de insumos. Os fertilizantes voltados para a nutrição do solo atingiram a segunda colocação, com 17% de participação, acompanhados de perto pelo segmento de sementes, que movimentou 16% das vendas diretas às propriedades.
Liderança por culturas: O plantio de soja e milho concentra conjuntamente 63% de toda a atividade comercial e de fornecimento mantida pelos distribuidores de insumos no Brasil.
A maturidade das empresas distribuidoras consolida-se como um fator de proteção contra as oscilações financeiras do agronegócio. O levantamento revelou que 82% das empresas do setor acumulam mais de 11 anos de operação contínua no mercado nacional, estruturando um histórico de gestão capaz de absorver a volatilidade dos preços das commodities e as intempéries climáticas.
A rede de atendimento presencial apresentou crescimento de 3,5% no número total de lojas na comparação com a estrutura registrada em janeiro de 2025. As projeções para os próximos anos indicam a manutenção de um ritmo de crescimento planejado: cerca de 32% dos empresários da distribuição pretendem inaugurar novas filiais até o ano de 2028.
A organização do setor projeta a continuidade dos trabalhos de mapeamento das cadeias de suprimento e anuncia que a 12ª edição do Congresso Andav está agendada para ocorrer entre os dias 03 e 05 de agosto de 2027.