O uso de bioestimulantes na agricultura tem ganhado espaço como alternativa para reduzir o estresse das plantas e melhorar o desempenho das lavouras. Segundo o pesquisador Luiz Gustavo Moretti, da Embrapa, esses insumos podem favorecer o metabolismo vegetal e proporcionar ganhos de produtividade, especialmente diante das variações climáticas.
Em estudos realizados com soja, o especialista observou aumento de 5% na produção, passando de 80 para 84 sacas por hectare. Os resultados também indicaram uma relação custo-benefício favorável ao produtor.
A ação dos bioestimulantes envolve processos como fotossíntese, metabolismo e regulação da abertura dos estômatos. Com menor gasto energético para enfrentar condições adversas, as plantas conseguem direcionar mais recursos ao desenvolvimento e à produção.
Moretti destaca que o uso dessas tecnologias cresce também nas culturas de milho, algodão e hortaliças. Para a safra 2026/27, o pesquisador aponta preocupações relacionadas ao El Niño, com possibilidade de chuvas intensas no Sul e em parte do Sudeste, além de seca e calor em outras regiões produtoras.
“Esse ingrediente ativo não existia no Brasil. Trata-se de um composto orgânico menos complexo do que os compostos sintéticos, no tocante à ação no metabolismo da planta”, avalia Luiz Moretti. O pesquisador participou, na Unesp, de todo o processo de desenvolvimento do novo bioestimulante. “A planta tratada com o GLLc reformula sua fisiologia pela interferência bioestimulante, frente às condições do meio ambiente”, ele conclui.