Chuvas e granizo ameaçam a nova safra de milho
Publicado em 26/10/2026 09h03

Chuvas e granizo ameaçam a nova safra de milho

Em Mato Grosso do Sul, as referências variam de R$ 52 a R$ 54 por saca.
Por: Leonardo Gottems

O mercado de milho no Sul do Brasil segue com negociações restritas, enquanto o excesso de chuva compromete o ritmo do plantio e o desenvolvimento das lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, a combinação de oferta nacional acima da demanda, cautela dos compradores e condições climáticas adversas mantém o setor sob pressão.

No Rio Grande do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 60 e R$ 70 por saca. A Emater aponta queda de 0,57% no preço médio estadual, para R$ 62,59, enquanto a Bolsa de Cereais de Cruz Alta indica R$ 75 para o produto disponível. A semeadura da safra 2026/27 alcançou 78% dos 896,4 mil hectares previstos. O excesso de umidade, a baixa luminosidade e as temperaturas amenas atrasam os trabalhos, enquanto temporais com granizo provocaram danos às folhas e falhas no estande, com perdas de potencial produtivo nas áreas mais atingidas.

Entre as regiões gaúchas, o plantio chegou a 95% em Frederico Westphalen, 92% em Ijuí e 90% em Passo Fundo e Santa Rosa. Já Pelotas registra apenas 9%. No milho para silagem, a implantação também avança lentamente, em uma área estimada em 369,4 mil hectares.

Em Santa Catarina, a diferença entre ofertas de venda próximas de R$ 60 e propostas de compra em torno de R$ 55 mantém o mercado travado. No Paraná, o plantio de verão chegou a 86%, conforme o Deral, mas chuvas, ventos fortes e pouca luminosidade dificultam o desenvolvimento inicial. As cotações oscilam entre as regiões, com queda no Oeste e alta no Norte Central. Em Mato Grosso do Sul, as referências variam de R$ 52 a R$ 54 por saca. A indústria de bioenergia absorve parte da oferta, mas as compras seguem concentradas na reposição, sem avanço significativo da comercialização.