A combinação de dólar volátil, inflação persistente e juros elevados mantém o ambiente econômico desafiador para produtores rurais. Segundo análise do Rabobank, as incertezas externas e a reorganização dos mercados brasileiros após as eleições aumentam a cautela dos investidores.
Na avaliação do banco, o conflito entre Estados Unidos e Irã continua no radar, enquanto o petróleo Brent permanece instável, acima de US$ 100 por barril. O dólar encerrou a semana anterior a R$ 5,4376, com desvalorização de 9,21% do real no período, o pior resultado entre 24 moedas emergentes. O banco projeta a moeda americana a R$ 5,35 no fim de 2026.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,75% e 4%, mas indicou possibilidade de elevação em dezembro. Para 2027, o cenário central do Rabobank ainda é de estabilidade, com risco de novas altas. A economia americana cresceu 3,4% em taxa anualizada no terceiro trimestre, acima dos 3,2% esperados pelo mercado.
No Brasil, o IGP-M subiu 1,47% em outubro e acumulou 5,2% em 12 meses, ante 3,2% até setembro. O crédito também perdeu velocidade: o saldo total avançou 8,6% em relação a setembro de 2025, abaixo dos 9,4% registrados em agosto. A taxa de desemprego ficou em 5,2% em setembro, abaixo dos 5,3% do mês anterior.
Nas contas públicas, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, sob influência de devolução extraordinária de precatórios. Já o setor público consolidado teve déficit de R$ 5,5 bilhões, pressionado por governos regionais e estatais. A agenda econômica da semana inclui decisão do Copom, dados do emprego formal, produção industrial e balança comercial. O movimento dos preços pode ser observado nas cotações de mercado.