Publicado em 05/11/2026 07h20

Milho perde força nos preços e plantio avança no Sul

Comercialização lenta contrasta com avanço da semeadura e riscos climáticos no Sul.
Por: Leonardo Gottems

O mercado de milho segue com negócios limitados no Sul e em Mato Grosso do Sul, sob pressão nos preços e avanço da safra 2026/27. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta nacional superior à demanda mantém compradores cautelosos, enquanto o clima afeta lavouras em parte da Região Sul.

No Rio Grande do Sul, as cotações variam de R$ 59 a R$ 70 por saca. A média estadual apurada pela Emater caiu 0,14%, de R$ 62,59 para R$ 62,50. Parte dos vendedores flexibiliza preços para liberar espaço à safra de verão, mas os negócios seguem pontuais. A Conab aponta semeadura em 82% da área, com as primeiras lavouras próximas do florescimento.

Em Santa Catarina, ofertas perto de R$ 60 por saca contrastam com propostas de compra em torno de R$ 55, diferença que restringe os negócios. O plantio atingiu 90% da área. Apesar do bom desenvolvimento em terrenos drenados, excesso de umidade e pouca luminosidade limitam o crescimento, e chuvas intensas provocaram replantio em algumas áreas.

No Paraná, o plantio chegou a 94%, mas umidade elevada, baixa luminosidade e ventos fortes retardam o crescimento. As cotações do milho variam por região: o Oeste registrou R$ 50,58 por saca, com recuo de 0,53%, enquanto o Norte Central alcançou R$ 65,83, alta de 1,40%. Em Cascavel, o valor ficou em R$ 51,87; em Maringá, R$ 65,58. As condições do tempo no campo seguem relevantes para a evolução das lavouras.

No Mato Grosso do Sul, as referências estão entre R$ 50 e R$ 52 por saca, com queda mais acentuada em Dourados. A indústria de bioenergia segue comprando parte do cereal, enquanto outros compradores priorizam reposições e produtores restringem novas ofertas. No exterior, a demanda europeia abre espaço ao milho brasileiro, embora as exportações permaneçam abaixo do ritmo de 2025.