De acordo com a Associação dos Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja-GO), o estado deve reservar 3,4 milhões de hectares para cultivo da soja, acréscimo de 2 a 3% na área em relação ao ciclo anterior. A produção deve passar de dez milhões de toneladas de soja, caso o clima seja favorável em Goiás. Em 2014, foram cultivados 3,3 milhões de hectares da oleaginosa. Hoje, o estado é o quarto maior produtor de grãos do País.
Para o consultor técnico da Aprosoja-GO, Cristiano Palavro, as incertezas em relação à nova safra 15/16 estão principalmente baseadas no momento instável da economia brasileira. “A crise afetou diretamente a disponibilidade de crédito rural nesta safra, com recursos sendo liberados tardiamente, a taxas de juros mais altas e exigências maiores no momento da contratação. Esse atraso nas operações de crédito afetou as negociações de insumos e acarretou problemas na entrega de produtos”, avalia.
Apesar da forte valorização do dólar ter contribuído para preços bastante atrativos da soja em todo o País, a alta da moeda americana impulsionou o encarecimento dos custos de produção, em especial dos insumos, cuja maioria é importada de outros países. Só no caso dos fertilizantes, os levantamentos apontam alta de 30% na comparação com a última safra, fato que preocupa os produtores goianos.