A soma dos dois períodos indica produção semestral de cerca de 1,456 bilhão de dúzias de ovos, 77% dos quais destinados ao consumo humano. Portanto, o volume destinado à incubação - 334,7 milhões de dúzias – correspondeu a, aproximadamente, 23% da produção total.
Projetado para a totalidade do ano, o volume de ovos para incubação registrado no primeiro semestre sugere produção anual da ordem de 8,033 bilhões de unidades, número que – considerada uma eclosão média de 83% dos ovos incubados – se traduz em um volume em torno de 6,667 bilhões de cabeças de pintos de um dia. Deste último total, cerca de 97%-98% devem corresponder a pintos de corte (estimativa de pouco mais de 6,5 bilhões de cabeças para 2015).
Já para os ovos destinados ao consumo humano, o volume do primeiro semestre sinaliza produção de cerca de 26,9 bilhões de unidades, o equivalente a quase 75 milhões de caixas de 30 dúzias. Esse volume, considerada uma população de 204,5 milhões de habitantes, propicia consumo em torno de 132 ovos per capita.
Notar, de toda forma, que o consumo efetivo de ovos dos brasileiros é maior que o apontado nessa projeção, visto que em seus levantamentos o IBGE pesquisa apenas estabelecimentos com 10 mil ou mais galinhas poedeiras. E, com certeza, há no Brasil centenas de milhares de criações com um plantel inferior ao parâmetro base.