Programa Água Brasil apresenta resultados após 5 anos de atuação
Publicado em 06/10/2015 12h18

Programa Água Brasil apresenta resultados após 5 anos de atuação

Visita às sete bacias hidrográficas marca final da primeira fase do Programa
Por: Mariana Sabó

No seu quinto ano de atuação, o Programa Água Brasil faz um balanço das principais realizações e lança, a partir de outubro, cartilhas técnicas sobre cada uma das sete bacias hidrográficas onde tem desenvolvido projetos piloto de conservação da água e dos rios.

O Programa, iniciativa do Banco do Brasil em parceria com WWF, Agência Nacional de Águas e Fundação Banco do Brasil, também lançará o Portfólio de Boas Práticas Agropecuárias adaptado à realidade de cada região. “A partir dos projetos pilotos em Unidades Demonstrativas, construímos um documento que relata todas as experiências com práticas sustentáveis em cada uma das localidades e que servirá de instrumento para que outros produtores possam replicá-las em suas propriedades”, explica Leda Tavares, líder do eixo Água e Agricultura do Programa Água Brasil.

Nas sete bacias, buscou-se implementar as boas práticas agropecuárias mais adequadas a cada realidade, considerando a aptidão agrícola e suas características geográficas, econômicas e sociais. O Programa respeita os atores locais e suas práticas de cultivo em uma relação profunda de troca de experiências e compartilhamento de saber.

Sobre o Água Brasil

Desde 2010, quatro importantes instituições se uniram em defesa da água e do meio ambiente. Como resultado da parceria entre Banco do Brasil, WWF-Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas, surgiu o Programa Água Brasil, que trabalha nos âmbitos rural e urbano, junto a atores locais, para garantir a segurança hídrica e alimentar da população.

Por meio de boas práticas de recuperação e conservação ambiental, gestão integrada de resíduos sólidos e ações de inclusão e promoção social, o Programa Água Brasil desenvolveu projetos modelo para serem replicados em todo o País. No eixo rural, escolheu sete regiões. São elas: bacia do córrego Guariroba (MS), bacia do rio Peruaçu (MG), bacia do rio Longá (PI), bacia do igarapé Santa Rosa (AC), bacia do rio Pipiripau (DF), bacia dos rios Tietê-Jacaré (SP) e bacia dos rios Cancã-Moinho (SP).

“Sempre tivemos a crença de que a água é um elemento fundamental para o desenvolvimento do Brasil e para o bem-estar das pessoas. A água é condição essencial para a vida vegetal, animal e humana. Por isso, decidimos colocar o projeto em prática e os resultados que alcançamos nos mostram que fizemos a escolha certa”, relata Wagner de Siqueira Pinto, gerente executivo da Unidade Negócios Sociais e Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil.

Resultados

Ao longo desses cinco anos, o avanço das ações no eixo rural, em cada uma das localidades, tem sido constante. O Programa Água Brasil obteve, nesta primeira fase, resultados relevantes sob o ponto de vista ambiental, social e também econômico.

São eles:

Bacia do Guariroba (MS)

  • 98 hectares restaurados
  • 461,9 hectares com boas práticas implementadas
  • 1.692 hectares com terraceamento realizado
  • 1.079 hectares de fragmentos conservados
  • 89 mil mudas plantadas
  • 23 pecuaristas utilizando práticas sustentáveis de produção
  • 15 produtores contratados para receber Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
  • 1 Unidade Demonstrativa de recuperação de pastagem em solos arenosos
  • 1 Unidade Demonstrativa de modelo produtivo de integração lavoura-pecuária-floresta
  • 484 pessoas beneficiadas diretamente pelas ações do Água Brasil
  • 15.358 hectares com corpos hídricos isolados através de cercamento.

 

Bacia do Peruaçu (MG)

  • 2,5 hectares restaurados
  • 42 hectares com boas práticas implementadas
  • 8 hectares de fragmentos conservados
  • 200 hectares com terraceamento realizado
  • 415 produtores implementaram boas práticas agroecológicas
  • 2 casas de sementes crioulas construídas
  • 710 barraginhas para conservação do solo construídas
  • 3.500 mudas plantadas
  • 100 fossas biodigestoras construídas
  • 415 cisternas de uso doméstico implementadas
  • 64 cisternas calçadão implementadas
  • 14 cisternas telhadão em construção
  • 60 km de estradas recuperadas

 

Bacia do Longá (PI)

  • 2 hectares restaurados
  • 54 hectares com boas práticas agroecológicas implementadas
  • 2.000 mudas plantadas
  • 220 produtores implantaram boas práticas agroecológicas 9 Unidades Demonstrativas de boas práticas agroecológicas implantadas
  • 7 casas de sementes crioulas construídas172 cisternas para a produção de alimentos (“calçadão”) implementadas 
  • 220 cisternas de uso doméstico construídas14 cisternas “telhadão” em processo de construção (2015)
  • 12 barreiros trincheiras construídos (tanques longos, estreitos e com fundo escavado no solo)

 

Bacia do Santa Rosa (AC)

  • 10 hectares restaurados
  • 160 hectares com boas práticas implementadas
  • 150 atores locais capacitados em boas práticas agropecuárias e em métodos de restauração, incluindo os 8 agricultores da bacia do igarapé Santa Rosa
  • 77 produtores adotando boas práticas agroecológicas
  • 30 mil mudas plantadas
  • 7 Unidades Demonstrativas de boas práticas agroecológicas implantadas
  • 70 fossas sépticas instaladas; mais 200 serão concluídas até o final de 2015
  • Realizadas limpeza e desobstrução em 600 metros do trecho periurbano do Igarapé Santa Rosa.

 

Bacia do Pipiripau (DF)

  • 172 hectares restaurados
  • 51,5 hectares com boas práticas implementadas
  • 650 hectares com terraceamento realizado
  • 155 hectares de fragmentos conservados
  • 338 barraginhas para conservação do solo construídas
  • 248,5 Km de estradas adequadas
  • 246 produtores que implantaram boas práticas agroecológicas
  • 10 Unidades Demonstrativas de Transição Agroecológica implementadas
  • 316.862 mudas plantadas
  • 24 produtores recebendo Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
  • Aumento da vazão da água em 37 l/s entre 2013-2017

 

Bacia Cancã-Moinho (SP)

  • 68,9 hectares restaurados.
  • 321 hectares de fragmentos florestais conservados
  • 59,5 hectares com boas práticas implementadas
  • 300 barraginhas para conservação do solo construídas
  • 88.938 mudas plantadas.
  • 48 produtores implantaram boas práticas agroecológicas
  • 41 produtores com contratos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)
  • 5 Unidades Demonstrativas de boas práticas agroecológicas implantadas (pastoreio”voisin”, fruticultura orgânica, restauração florestal)
  • Aumento na renda de até 140% identificado nas Unidades Demonstrativas

 

Bacia do Tietê-Jacaré (SP)

  • 311,74 hectares restaurados
  • 462.610 mudas plantadas
  • 6 produtores rurais de cana-de-açúcar implantaram boas práticas agroecológicas
  • 6 Unidades Demonstrativas de restauração florestal implantadas
  • Projeto para certificação Bonsucro de 60 propriedades
  • Bacia como referência em boas práticas de produção sustentável de cana-de-açúcar
  • Projeto de restauração em larga escala, a custo reduzido e com ativos de carbono florestal sendo encaminhados