Ásia e África representam novas oportunidades para cooperativas manterem crescimento e competitividade
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Publicado em 14/10/2015 12h41

Ásia e África representam novas oportunidades para cooperativas manterem crescimento e competitividade

Destinos foram apontados por reitor da Michael Smurfit Graduate Business School, University College Dublin, Damien McLoughlin, durante Cooperative Workshop organizado pela Alltech
Por: Giórgia Gschwendtner| Bruna Robassa

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Com uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruno (PIB) a uma média anual de 9,7% nos últimos trinta anos, a China se transformou em um dos principais parceiros comerciais do Brasil, com destaque no setor alimentício. A concorrência acirrada da indústria brasileira no país, e a previsão de retração no crescimento chinês, reforçam a necessidade de expansão de novos mercados. Diante desse desafio, na última terça-feira (13), o Cooperative Workshop organizado pela Alltech, referência na área de nutrição e saúde animal, debateu o tema e apontou a ampliação da classe média na Ásia e a previsão de crescimento de 34% da população mundial até 2050, como indicadores de novos negócios no âmbito global.

Com a participação de representes das principais cooperativas do Paraná e Santa Catariana, o evento foi conduzido pelo reitor da Michael Smurfit Graduate Business School, University College Dublin, Damien McLoughlin. McLoughlin é referência na área de agronegócio e foi membro do Harvard Business School Agribusiness Seminar, um programa anual que reúne 200 altos executivos e líderes da indústria global de alimentação. Para ele, o desafio das cooperativas brasileiras é criar oportunidades dentro de um mercado extremamente competitivo, no qual as grandes marcas tem domínio do mercado.

“Não podemos ignorar que, na indústria de alimentos mundial, nos últimos 10 anos a China tem uma história significativa. No entanto, existem muitos outros países com oportunidades igualmente representativas, como por exemplo, o Vietnã, a Malásia e a Indonésia. Somado as essas regiões ainda temos a África. Os investimentos realizados nessas localidades por países como os Estados Unidos são voltados a questões de infraestrutura, por isso, é uma grande oportunidade para a indústria alimentícia brasileira”, analisou.

Segundo McLoughlin, é importante estabelecer estratégias de forma ágil para trabalhar em cooperação e evitar o embate com os grandes concorrentes. E, para alcançar essa realidade, é necessário o envolvimento de pessoas com conhecimento no agronegócio local, mas também com equipe global, sabendo interagir diante das necessidades dos clientes localmente. “Precisamos de talentos globalizados dentro das indústrias nacionais, que além de entenderem sobre o setor, tenham condições de entender a demanda e acompanhar as mudanças que a tecnologia tem agregado a produção”, destaca. 

Exemplo

Nascido na Irlanda, o reitor explica que para conquistar o interesse do cidadão em participar da indústria nacional de alimentos, o seu país incentivado as pessoas a falarem mais línguas. Além disso, desenvolveram o selo “Origin Green”, considerado o único programa de sustentabilidade no mundo, que opera em escala nacional, unindo governo, o setor privado e os produtores de alimentos através do Bord Bia, o Conselho Alimentar irlandês. O objetivo é comprometer todos na elaboração de 100% de alimentos e bebidas exportações da Irlanda no caminho para a sustentabilidade até 2016.