“É possível erradicar a fome e a pobreza ainda na nossa geração”, aponta FAO durante o Desafio 2050
Publicado em 15/10/2015 17h23

“É possível erradicar a fome e a pobreza ainda na nossa geração”, aponta FAO durante o Desafio 2050

Desafio 2050: Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos para o Futuro Sustentável foi realizado no dia 13 de outubro, em sessão especial no Senado (DF) e homenageou os 70 anos da FAO e os 10 heróis da Revolução Verde.
Por: Monique Oliveira

Completando 70 anos, a FAO é a mais antiga agência especializada do sistema das nações unidas. Preso a compromissos em Roma, José Graziano enviou um vídeo que foi exibido na abertura da sessão, em que agradece a homenagem prestada à organização. “Ao celebrar as conquistas dos últimos 70 anos temos consciência de que há muito que fazer, cerca de 800 milhões de pessoas ainda passa fome e sofrem de desnutrição. Estou convencido de que é possível erradicar a fome e a pobreza ainda na nossa geração. Temos as ferramentas para isso e teremos que tornar a agricultura e os sistemas alimentares mais sustentáveis e inclusivos mais adaptáveis para a mudança do clima”, explica Graziano.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), que propôs a homenagem, disse que celebrar os 70 anos da FAO era também um momento para reconhecer os avanços da agricultura brasileira. Ela destacou a contribuição de cada agricultor, do pequeno ao grande produtor, e dos cooperativados. Também ressaltou o papel das entidades representativas do setor agrícola, assim como dos pesquisadores da Embrapa e das universidades, esses pelas novas tecnologias e processos de produção.

O representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, afirmou que a permanência de números relativos a pessoas com fome, em qualquer lugar, é uma “vergonha para a humanidade”. No Brasil, disse que a boa notícia é que, desde o ano passado, o país não faz mais parte do mapa da fome das Nações Unidas. Como explicou, isso significa que menos de 5% da população brasileira está nesse estado.

O Projeto “Desafio 2050” também homenageou as personalidades que ajudam a posicionar o Brasil entre os países da elite global em produção de alimentos, dando o devido reconhecimento ao seu papel na história. Os homenageados com o prêmio Heróis da Revolução Verde foram: Alberto Duque Portugal, pesquisador da Embrapa; Carlos Clemente Cerri, professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP; Geraldo Sant'Ana de Camargo Barros, professor e pesquisador da USP; Heitor Cantarella, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas; Lourival Carmo Monaco, presidente da Fundecitros; Luiz Otávio Campos da Silva, pesquisador da Universidade de Viçosa. Dois agraciados não puderam comparecer: Ruy de Araújo Caldas, que dirige um dos programas de pós-graduação da Universidade Católica de Brasília; e José Aroldo Gallassini, presidente da Agroindustrial Cooperativa (Coamo), a maior cooperativa agrícola do país.