Em cinco meses o estado gaúcho, já realizou mais de 46 mil exames de mormo, confirmando 16 casos. O novo diagnóstico foi divulgado no Workshop Mormo: Diagnóstico e Providências, promovido pelo Conselho Regional Medicina Veterinária do RS (CRMV-RS), em Porto Alegre.
Durante encontro, especialistas ressaltaram que a legislação referente ao diagnostico de mormo está sendo revista e pode ser revista pelo Ministério da Agricultura a fim de facilitar os exames. Atualmente, o teste de triagem é realizado, com técnica de fixação de complemento e, em caso positivo, o exame complementar com a maleína é feito.
A professora da Faculdade de Veterinária Petra Garbade adverte que os sintomas clínicos de mormo em cavalos nem sempre aparecem, sendo mais comuns em mulas e muares. Além disso, quando os sintomas são apontados ainda podem ser confundidos com outras enfermidades como garrotilho ou mesmo tuberculose. “Agora que estamos prestando mais atenção ao mormo. Antes, com sintomas como corrimento nasal, esta nunca seria a primeira hipótese”, alerta.
A especialista em equinos também orienta os profissionais a não olharem para o primeiro resultado positivo com desespero. “É preciso ter serenidade e tomar as providências adequadas à espera do exame confirmatório”, frisa.
A terceira edição do Workshop Mormo: Diagnóstico e Providências será realizado no Sindicato Rural de Alegrete no dia 10 de novembro. Mais informações e a programação podem ser conferidas emhttp://www.crmvrs.gov.br/Program1460.pdf
Mormo e sintomas
O mormo é uma doença infectocontagiosa grave que atinge os equinos e é transmitida por meio de secreções de animais contaminados e pode infectar humanos, ainda que raramente. Conforme a legislação brasileira e recomendações internacionais, a doença não tem tratamento e os animais obrigatoriamente devem ser sacrificados.
Controle
Para controlar o mormo é necessário que haja isolamento da área onde existirem animais doentes. Em seguida, deve haver o sacrifício de cavalos positivos às provas de diagnóstico, isolamento e reteste dos suspeitos, cremação dos cadáveres no próprio local, desinfecção das instalações e de todo material que esteve em contato com doentes, suas excreções ou secreções.
Veja onde foram confirmados focos da doença:
- Rolante: 2 focos com 2 equinos positivos
- Uruguaiana: 1 foco com 1 equino positivo
- Alegrete: 1 foco com 1 equino positivo
- Santo Antônio das Missões: 1 foco com 5 equinos positivos
- São Jorge (animal de Lagoa Vermelha): 1 foco com 1 equino positivo
- Cruz Alta: 1 foco com 1 equino positivo
- Boa Vista do Cadeado: 1 foco com 1 equino positivo
- Nova Ramada: 1 foco com 1 equino positivo
- Pelotas: 1 foco com 1 equino positivo
- Camaquã: 1 foco com 1 equino positivo
- Três de Maio: 1 foco com 1 equino positivo